“Westworld” season 2

A 1ª temporada de “Westworld” tomou de assalto o ecrã dos espectadores e tornou-se um sucesso. A seguir a “Game of Thrones”, “Westworld” é a série da HBO mais esmiuçada e discutida pelos fãs, é uma verdadeira mina de ouro de teorias, puzzles e easter eggs.

Esta 2ª temporada criou expectativa nos fãs. E, começa logo após a rebelião dos Hosts e do assassínio de Ford. No começo de um novo dia no parque, já não existe um guião e os Hosts têm liberdade de escolha. E, evoluíram já que tomaram consciência de si e do seu passado, e da verdade. Dolores, com Teddy a seu lado, tem um plano definido, e não olha a meios nem a consequências para concretizar o plano. Maeve apenas quer encontrar a filha. Bernard, um Host desenhado para se inserir no mundo dos humanos, continua dividido entre dois mundos. E, não distingue o passado do presente. William quer destruir o Valley Behond. Ford, mesmo morto, continua a ter uma presença forte no parque, com um objetivo final bem delineado. E, os responsáveis do parque têm como prioridade encontrar um Host específico. A partir disso, percebemos que o verdadeiro motivo por detrás da construção do parque era mais que proporcionar divertimento. Ao proporcionarem um lugar onde as pessoas podem fazer o que quiserem, sem qualquer julgamento, a empresa Delos dispõe de informação privilegiada que pode ser valiosa no mundo real. E, não só. Ao copiar a cognição humana, o objetivo a longo prazo seria transferir essa mente humana para um corpo artificial, alcançando a imortalidade. Mas, é uma tarefa que não se revela fácil. Aliás, como referido na série, os humanos não deveriam viver para sempre.

 

A jornada de cada personagem vai-se desenrolando ao longo da temporada, em mais que uma linha de tempo, tal como aconteceu na temporada anterior. Um argumento de qualidade, e repleto de mistérios e dejá vus. Conseguimos investir emocionalmente nestas personagens, e empatizar com elas, desde logo Maeve, Bernard e Teddy, dos Hosts mais “humanos”. E, num dos melhores episódios da temporada, “Kiksuya”, emocionamo-nos com a viagem espiritual e emocional de Akecheta e da Ghost Nation. E, tivemos a oportunidade de visitar outros parques, o Raj e o Shogun World (inspirado no período Edo do Japão). Adorei o Shogun World, a cultura japonesa sempre me fascinou e foi bem retratada nesta série. Contudo, acho que aproveitaram mal este material tão rico, desde o contexto aos atores asiáticos que foram exímios. Poderia ter sido melhor enquadrado na história geral. Mas, não quer dizer que este não voltemos a este parque numa próxima temporada.

Para o investimento emocional nestas personagens, importa a interpretação competente das personagens por parte do elenco. Desde Thandie Newton (Maeve, uma mãe determinada), a Evan Rachel Wood (Dolores, focada, vingativa, sem compaixão), Jeffrey Wright (Bernard, um Host dividido, que quer o melhor para todos), Anthony Hopkins, James Mardsen (Teddy vê-se numa jornada de violência que nada tem a ver com ele) ou Ed Harris (William, passa tanto tempo no parque, que a partir de um certo momento, questiona a sua realidade).

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A realização e a cinematografia continua de fazer inveja a muitos filmes que estreiam por aí. A edição é também uma parte importante nesta série, já que mistura o passado com o presente, mas não o faz de forma demasiado confusa.

A banda sonora por Rawin Djawadi continua a ser dos pontos fortes da série, com músicas originais e com músicas já conhecidas mas reinventadas.

No final, existem poucas perguntas sem resposta (se não contarmos com a cena pós-créditos), mas deixa em aberto um futuro cheio de possibilidades para Hosts e humanos que nos deixa curiosos/as.

“Westworld” continua a ser das melhores séries da atualidade, e quem não viu, deveria espreitar. Não só pela originalidade da sua história, pelas questões do que significa ser humano, mas também pela qualidade que exibe em todas as vertentes.

 

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Mal posso esperar para ver…

O ano de 2018 já vai quase a meio, e já saíram filmes e séries que nos ficaram na cabeça pelas melhores razões. Mas, algo desse melhor ainda está para vir. Assim, aqui ficam algumas das estreias que mais espero ainda este ano.

FILMES

“Sorry To Bother You” (sem data de estreia para Portugal)

O filme que foi um sucesso em Sundance. Numa versão atual alternativa de Oakland, o assistente de telemarketing Cassius Green descobre uma chave mágica para o sucesso profissional – o que o impulsiona para um universo macabro.

“First Man” (outubro)

A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong, e a sua jornada para se tornar o primeiro homem a caminhar na Lua. Realizado por Damien Chazelle, e protagonizado por Ryan Gosling, este filme promete bastante, já que na última vez que estes dois fizeram dupla, foram nomeados aos óscares.

” Venom” (outubro)

O jornalista Eddie Brock entra em contato com um organismo alienígena e transforma-se em Venom, um dos principais inimigos do Homem-Aranha. Tom Hardy como protagonista promete dar uma nova roupagem a esta personagem.

“Bohemian Rhapsody” (novembro de 2018)

Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury. Só isso basta para despertar curiosidade.

“Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald” (novembro)

Newt Scamander reencontra os amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. E, é recrutado pelo seu antigo professor de Hogwarts, Allbus Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo Grindelwald. Um bruxo que reúne seguidores, dividindo, assim, o mundo entre seres mágicos de linhagem pura e seres não-mágicos. Sendo uma fã do mundo Harry Potter, este não podia faltar na lista.

“Aquaman” (dezembro)

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Filme do herói Aquaman. Gostei do Aquaman em “Justice League” e é uma personagem que merece um filme a solo. Mais um filme da DCEU, mas espero que seja um ponto de viragem para os filmes da DC.

SÉRIES

“Castle Rock” (julho)

Castle Rock é uma cidade fictícia localizada em Maine, nos Estados Unidos. Lá, passado e presente cruzam-se através das histórias de terror que não só se ouve falar, como é vivida e sentida por seus moradores. Nesta estranha cidade, todo o universo de Stephen King se encontra. Stephen King, acho que não é preciso dizer mais nada.

“Daredevil” season 3 (ainda sem data de estreia)

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“Daredevil” é, na minha opinião, a melhor série Marvel atualmente. Realização, fotografia, argumento, elenco, de excelente qualidade.

“Mayans MC” (setembro)

“Mayans MC” é uma série spin off da série “Sons of Anarchy”. Criada por Kurt Sutter e Elgin James, esta série passa-se após os eventos de “SOA”, e se for tão interessante e de boa qualidade como a anterior, podemos esperar uma das grande estreias deste ano.

“Titans” (ainda sem data de estreia)

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“Titans” retrata um grupo de jovens super-heróis recrutados de todos os cantos do universo DC. Nesta série, Dick Grayson emerge das sombras para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, Raven, Beast Boy e muitos outros. Sempre fui fã da DC e sempre adorei o grupo de jovens heróis Teen Titans. Espero que não desiluda e que corra pelo melhor. Que tem potencial, tem.

“Watchmen” (ainda sem data de estreia)

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De Damon Lindelof, ainda não se sabe muito desta série. Apenas que se inspirará na banda desenhada “Watchmen”, e que Jeremy Irons será o protagonista. É previsto que estreie ainda este ano, mas nada é concreto. Eu adorei o filme “Watchmen”, a história é completamente diferente de todas as histórias de super- heróis que por aí andam. Juntando isso ao facto de ser uma série do criador de “Lost”, e de ter o selo HBO, para mim é um must watch.

 

 

Primeira Imagem de Brad Pitt e Leonardo Dicaprio no filme “Once Upon a Time in Hollywood”

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Leonardo Dicaprio publicou no seu Instagram a primeira imagem oficial do filme “Once Upon a Time in Hollywood” realizado por Quentin Tarantino.

O filme, passado nos anos 60, conta a história de Rick Dalton, uma ex-estrela de faroeste da televisão. Ao lado de Cliff Booth , o seu parceiro de ação ao longo da vida, Dalton vai fazer de tudo para se destacar em Hollywood.

O filme está previsto para ser lançado em agosto de 2019. Mal posso esperar!

Trailer “Zoe”

Sinopse: Zoe e Cole trabalham no centro de pesquisa responsável pelo desenvolvimento de um teste que pode determinar a probabilidade de uma parceria bem-sucedida entre dois indivíduos, já que andróides foram projectados como parceiros ideais. É nesse cenário tecnológico que um romance entre os dois começa a florescer, mas é ameaçado por um acidente repentino.

 

 

 

“Mudbound” (2017)

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Drama, Guerra

Realização: Dee Rees

Argumento: Dee Rees, Virgil Williams

Elenco: Carey Mulligan, Jason Clarke, Jonathan Banks, Garrett Hedlund, Mary J. Blige…

Anos 40, pós 2ªGuerra Mundial. No Mississipi, duas famílias: os McAllan, família branca que quer rentabilizar o novo pedaço de terra; e os Jackson, os seus inquilinos negros que sonham com uma vida melhor. Dois filhos dessas famílias regressam a casa depois da guerra e vêem-se obrigados a enfrentar a crua realidade após a guerra. Os regressados da guerra, Jamie e Ronsel, tornam-se amigos, pois partilham as mesmas aflições e problemas. Uma amizade que não é bem vista pela comunidade.

A partir do livro homónimo de Hillary Jordan, Dee Rees realiza este filme que é como uma estalada na cara, que nos mostra o ser humano no seu pior. Um retrato de uma sociedade cheia de preconceitos, racista e machista de uma América profunda. Mas, também nos dá a conhecer o outro lado: a aceitação e o respeito pelo próximo.

A cinematografia de Rachel Morrison (a primeira mulher nomeada ao Óscar de melhor cinematografia) destaca-se pelos tons acastanhados, inspirados pela lama que assolava aquela terra.

O elenco é forte e competente desde a esposa dedicada interpretada por Carey Mulligan, ao patriarca racista interpretado por Jonathan Banks. Mas, destaco Mary J. Blige como Florence Jackson, a mãe dedicada que apesar das adversidades, incute esperança na sua família. E, Garrett Hedlund como Jamie McAllan, que retorna da guerra com stress pós traumático, mas que repudia o racismo e o preconceito, mesmo que isso signifique ir contra as convicções da sua família.

Em suma, “Mudbound” é um filme acima da média, cujos temas são pertinentes até para os dias de hoje. E, que termina com uma mensagem de esperança e amor, e não de ódio.

Classificação- 4 em 5 estrelas