Trailer “The Front Runner”

Sinopse: Gary Hart, um carismático político do Colorado, torna-se o grande candidato do partido Democrata para a disputa nas eleições presidenciais de 1988. Tudo vai bem, até que um escândalo da sua vida pessoal vem à tona.

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Trailer “The First”

O canal de streaming Hul disponibilizou o primeiro trailer da série “The First”, criada por Beau Willimon e protagonizada por Sean Penn.

A série estreia no dia 14 de setembro. Com argumento e realização de Willimon, e produção de Jordan Tappis, a série acompanhará a primeira missão do homem em Marte com o objetivo de colonizar o planeta vermelho.

“Counterpart” season 1

counterpart

Ano: 2018

Género: Drama, Fição Científica, Suspense

Criado por: Justin Marks

Episódios: 10

“Counterpart” é uma série original do canal Starz que estreou no início deste ano.

Este thriller de espionagem segue um homem chamado Howard Silk (protagonizado por J.K. Simmons), um funcionário da área burocrática de uma agência de espionagem da ONU, com sede em Berlim. Mas, tudo muda quando Howard descobre que sua organização protege o segredo de uma travessia para uma dimensão paralela, e que a sua contraparte, lhe vem pedir ajuda.

A ideia de uma dimensão paralela não é nova, e foi, por exemplo, bem explorada na série “Fringe” (“Fringe” é uma série obrigatória para qualquer fã de ficção científica). Contudo, esta série tem a sua interpretação do mesmo tema.

A dimensão paralela, ou o Outro Lado, é uma dimensão idêntica à existente, mas com algumas diferenças. Existem diferenças na sociedade em si, e nas pessoas. Ou seja, uma mesma pessoa pode ter uma personalidade diferente no Outro Lado. E, é assunto mantido em segredo da sociedade, e só a agência é que lida diretamente com o Outro Lado, trocando informações um com o outro. É referido que a diplomacia é importante na relação entre os dois lados. Mas, alguém está a pôr em risco a boa relação entre os dois lados, e é aí que entre a contraparte da personagem Howard, que surge como arauto da desgraça. É impossível não compararmos os dois Howards, e perceber no que são diferentes, e no que são iguais. É interessante ver a relação entre os dois, e como cada um reage ao conhecer o seu outro eu. E, vamos conhecendo as duas versões de outras personagens. Diferentes e iguais, ao mesmo tempo. Ao longo da temporada, a história vai-se desenrolando no desembaraçar de uma teia de intrigas, traições, mentiras … Mas, mais do que a ficção científica, fala sobre as relações humanas, e como um único momento pode fazer uma grande diferença, seja em nós próprios, ou no nosso percurso. Nunca aborrece, e o argumento imprime um bom ritmo à série. Não quero revelar muito mais do enredo da série, pois acho que é melhor ser surpreendido.

A realização, como é o normal nestas séries, esteve à responsabilidade de vários/as realizadores/as. Entre eles, Mortem Tyldum, realizador nomeado ao Óscar de melhor filme e realização, com o filme “The Imitation Game”. Realizadores que, com a ajuda da cinematografia, deram uma estética de época da Guerra Fria, na perfeição.

No elenco destaca-se, sem dúvida, J.K. Simmons, que interpreta duas versões de Howard Silk. Notamos qual dos dois ele está a interpretar pois, notamos diferenças, não só na personalidade, mas na sua postura. O resto do elenco não vacila, e dá-nos boas interpretações, especialmente aqueles que representam as duas versões dos dois lados.

 “Counterpart” já foi renovada para uma 2ª temporada, e é, sem dúvida, uma das melhores estreias do ano. Uma boa série de espiões, com bons diálogos e cenas de ação, e que deixa no ar a ideia: Será que podemos fugir daquilo que realmente somos?

“A Quiet Place” 2018

quiet place

Drama, Terror

Realização: John Krasinski

Argumento: Bryan Woods, Scott Beck,John Krasinski

Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds…

No filme “Um Lugar Silencioso”, uma família vive, em silêncio, ameaçada por misteriosas criaturas que caçam através do som.

A premissa deste filme é simples, é a história de uma família que faz de tudo para sobreviver num mundo invadido por criaturas alienígenas. Estas criaturas que são cegas e atacam pelo som. Logo, a família tem de viver no silêncio, (tal como a filha deles viveu desde que nasceu, pois é surda-muda). A família comunica através de língua gestual, e condiciona a sua vida á luta pela sobrevivência neste mundo. O argumento é focado, e não se alarga muito em explicações e devaneios, mas também não precisa. Ligamo-nos a esta família e só isso basta para nos agarrar do início ao fim. E, existem bons momentos de tensão e de cortar a respiração, o essencial num bom filme de terror.

Mas, este é um filme diferente do género de terror, pois são filmes que costumam ser barulhentos e com muitos ataques de susto (até desnecessários). Neste filme, o diálogo entre as personagens é quase inexistente e os momentos com som são bem escolhidos: seja uma música que alguém esteja a ouvir nos auscultadores, a água que cai de uma cascata, os sons das criaturas… E, nos momentos mais tensos, as personagens não podem gritar, logo são obrigadas a viver esses momentos de aflição sem fazer qualquer tipo de som.

A realização de John Krasinski é segura e mostra do que este actor/realizador nos poderá dar de ainda melhor no futuro.

O elenco, que se restringe apenas ao casal e aos seus filhos, é credível enquanto família e dá-nos momentos emocionais fortes. Sem diálogo, todas as suas emoções são-nos transmitidas pelas suas expressões faciais, e percebemos as suas angústias, pânicos e medos. A atriz que interpreta a filha do casal é, na vida real, surda-muda o que ajudou á credibilidade da personagem. E, Emily Blunt tem uma interpretação excelente e dá tudo de si.

“A Quiet Place” é um filme de terror diferente do que é habitual, e graças á peculiaridade e equilíbrio do seu argumento consegue distinguir-se como um dos melhores do género dos últimos anos.