“Hereditary”2018

Crítica Conjunta

Três bloggers, uma festa do pijama e um filme de terror para assistir, Beautiful Dreams, More Than Entertainment e Tagarela Geek, juntaram-se numa noite cheia de terror e mistério, repleta de doçuras para acompanhar e vamos agora partilhar neste artigo a nossa opinião do filme escolhido para essa sessão, “Hereditary”.

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Gênero: Terror, Mistério

Realização: Ari Aster

Argumento: Ari Aster

Elenco: Toni Collette, Milly Shapiro, Gabriel Byrne…

Duração:  2h 07m

Quando Ellen, a matriarca da família Graham, morre, a família da sua filha começa a desvendar segredos enigmáticos e aterradores. Quanto mais descobrem, mais se veem emaranhados no destino que herdaram. Uma tragédia familiar torna-se assim em algo sinistro e profundamente desconcertante.

“Hereditary” é o primeiro filme de Ari Aster, que até agora tinha realizado curtas-metragens. E, não se saiu nada mal. Aliás, superou as expectativas, na realização e no argumento.

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O início do filme foca-se na morte da matriarca e as suas repercussões em cada membro da família. Contudo, depressa percebemos que existe um passado familiar obscuro. Uma maldição que vai sendo descoberta aos poucos e lentamente à medida que a narrativa avança. O argumento vai deixando pistas para a resolução do mistério, e quando pensamos que vai acontecer algo, acontece algo completamente diferente. O filme vai-nos surpreendendo e, claro, assustando. Mas, sempre no momento certo e de uma maneira arrepiante que nos dá vontade de fechar os olhos. E, isso é sempre um bom indicativo de que é um bom filme de terror.

Ari Aster apresenta uma perspectiva ousada de acontecimentos, não só na escrita do argumento, mas também com uma edição e montagem que ajudam ao ambiente tenso do filme. Relembro uma cena que também é apresentada no trailer em que a câmara desce sete palmos de terra enquanto segue o caixão a entrar na terra. Uma sequência que nos dá calafrios só de pensar.

Toni Collette tem uma interpretação fantástica, passando por vários estágios: raiva, medo, luto… Mas, também Alex Wolff, que passa de adolescente rebelde, a criança assustada para o final do filme. O elenco conseguiu suportar bem o impacto emocional presente neste filme. Acredito que não tenha sido fácil digerir várias das cenas filmadas.

É um filme bastante intenso, recheado de mistérios que vão sendo desvendados em cenas muito bem realizadas, com atenção a todos os pormenores, levando-nos assim a sentir aqueles arrepios à medida que as coisas vão ficando mais intensas, quase como se estivéssemos lá a acompanhar tudo na primeira pessoa.

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A narrativa bem construída, conseguiu captar a atenção. A curiosidade adensa à medida que o filme avança e só queremos compreender o que vai acontecer aquela família. Os planos escuras tornam a visão dos acontecimentos mais tenebrosa o que ajuda a criar o clima necessário a este género de filmes. Uma vibe negativa deambula durante todo o filme e isso reflecte-se nas cenas retratadas. A própria banda sonora é pesada e ajuda também no ambiente.

Há bastantes anos que não havia um bom filme de terror tão bom como este.

O filme escolhido foi definitivamente uma boa escolha, porque atingiu e excedeu as nossas expectativas, queríamos um filme de terror e foi isso que tivemos, com direito a várias cenas assustadoras proporcionando assim aqueles tapar os olhos em antecipação e espreitar por entre os dedos levando assim um valente susto.

Ainda bem que o vimos acompanhadas e mesmo assim, tivemos de ver um filme de animação a seguir para animar e assim evitar uma noite repleta de pesadelos.

Espero que tenham gostado desta nossa análise conjunta do filme e que este seja o primeiro de muitos artigos feitos pelas três.

Classificação- 4 em 5 estrelas

 

 

 

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Trailer “Dark Phoenix”

Sinopse: Em 1992, Charles Xavier lida com o facto dos mutantes serem considerados heróis nacionais. Com o orgulho à flor da pele, ele envia a sua equipa para perigosas missões, mas a primeira tarefa dos X-Men no espaço gera uma explosão solar, que acende uma força malévola e faminta por poder dentro de Jean Grey.

“Marvel’s Iron Fist” season 2

Marvel_s Iron Fist

Ação, Aventura,

Realização: Stephen Surjik, M. J. Bassett, David Dobkin, Rachel Talalay…

Argumento: Gil Kane, Roy Thomas, Jenny Lynn, Matthew White…

Elenco: Finn Jones, Jessica Henwick, Jessica Stroup, Tom Pelphrey, Sacha Dhawan, Alice Eve…

Episódios: 10 episódios

A 2ª temporada, temporalmente, passa-se depois da série “The Defenders”. Assim, encontramos Danny a proteger a cidade de Nova Iorque, conforme tinha prometido a Matt Murdock. Para além disso, uma guerra das tríades ameaça a comunidade. Contudo, antigos amigos/aliados aliam-se contra Danny.

A 1ª temporada de “Iron Fist” foi fraquinha e aborrecida, e a poucos agradou. Mas, esta 2ª temporada melhorou graças a algumas mudanças importantes.

Esta 2ª temporada teve 10 episódios, ao contrário dos 13 episódios da temporada anterior. O enredo foi mais focado, e por exemplo não se perdeu tempo com políticas empresariais e afins. Deu-se mais atenção à mitologia do poder iron fist, não só com explicações por parte das personagens, mas também com flashbacks, que ajudaram a compreender não só a personagem Danny Rand (e como ganhou o iron fist), como a sua relação com Davos. Outra mudança importante foi na ação da série. As coreografias das cenas de luta foram muito melhores, mais intensas e credíveis.  Aliás, cenas de ação não faltaram e deram dinâmica à série.

Danny Rand melhorou como protagonista, mais empático e terra a terra. Continuou a praticar o bem e a proteger cidade, contudo carregar o peso da responsabilidade do iron fist começou a notar-se. Já Collen teve mais destaque nesta temporada, e é uma personagem feminina determinada e carismática. Tal como Misty Knight, que apareceu em alguns episódios, e ajudou os amigos. E, foi inegável a dinâmica eletrizante de Misty e Colleen, talvez mais tarde servirá de mote para uma nova série. Ward foi, novamente, uma das personagens mais interessantes da série. Como ele o disse, é um trabalho em desenvolvimento, pois todos os dias luta contra o vício, e tenta ser uma pessoa melhor. E quis recuperar a relação com a irmã, Joy. Mas, sempre com sarcasmo à mistura. E, a sua relação com Danny também foi das melhores desta temporada, uma relação de irmãos. Depois de tudo o que aconteceu no passado, eles conseguiram superar isso e seguir em frente. O que não aconteceu com Joy. Joy é sarcástica e vingativa, aliás, na sua parceria com Davos, ela foi a mais interessante. Mas, também Joy começou a interrogar-se do caminho da vingança. Davos quis vingança e carregou-a sobre Danny, o causador da sua dor e ressentimento. O poder que alcançou fez com que perdesse o controlo. Contudo, para mim, não consegue ser um vilão de mão cheia. Mas, à parceria também se juntou Mary, uma mercenária com perturbação dissociativa da personalidade que é mais do aquilo que parece. Calculista, racional, chega a provocar-nos arrepios. As tríades também tiveram um papel importante nesta temporada. O término da organização criminosa, “The Hand”, criou uma oportunidade para outra organização ao poder, então as Tríades guerrearam entre si. Mas, com Davos nas sombras e a querer eliminar a doença que se propaga em Nova Iorque, o crime, as Tríades tiveram de mudar os seus papéis: de inimigos para aliados.

Mas, esta 2ª temporada também apresentou algumas falhas. A maior, para mim, foi o vilão, Davos. Não acho que seja tão carismático como Mary, ou até Joy. E, a temporada, apesar de apenas ter 10 episódios, demorou um pouco a desenvolver-se.

O elenco foi bem escolhido, tendo em conta as suas personagens. Mas, destaco Jessica Stroup (Joy), Tom Pelphrey (Ward) e Alice Eve (Mary Walker). Na minha opinião, foram os que tiveram cenas mais intensas, então Alice Eve foi excecional a interpretar duas personalidades de uma mesma personagem.

O final foi surpreendente e mudará muitas circunstâncias na próxima temporada. No último episódio, depois dos créditos, ainda tivemos direito a uma preview da 3ª temporada de “Daredevil”.

“Iron Fist” melhorou bastante nesta segunda temporada, redimindo-se de alguns erros passados. Ação, realização, argumento, tudo melhorou. Contudo, ainda não está ao nível de “Daredevil”.