Melhores 2018 (parte 2)

stay asyou are

“Altered carbon”

Baseada na obra de Richard K.Morgan, “Altered Carbon” é uma distopia futurista ao estilo de “Blade Runner” ou “Ghost in the Shell”. A nova série da Netflix mostra-nos uma sociedade no futuro na qual é hábito a prática de troca de corpos. A consciência de um ser humano é armazenada em “stacks”, logo esse stack pode ser transferido para um clone ou outro corpo diferente. E é nesta sociedade que, após 250 anos de confinamento, o mercenário Takeshi Kovacs acorda noutro corpo. Ele é contratado por um homem da alta sociedade para descobrir o autor do seu próprio assassinato. Nesta investigação, Kovacs conta com a ajuda de uma polícia mexicana, um ex-militar e um robô com inteligência artificial. uma série obrigatória para quem seja fã do cyberpunk, ou mesmo para quem gosta de séries que levantam uma série de questões sobre a condição humana.

“Bodyguard”

David Budd é um veterano de guerra que agora trabalha para o Serviço de Polícia Metropolitana de Londres. Quando ele é designado para ser o guarda-costas da secretária do Ministério de Administração Interna do Reino Unido, cuja política representa tudo o que despreza, Budd vê-se dividido entre o dever e as suas crenças. é uma série dramática intensa que apesar da abordagem de temáticas intrincadas, não deixa de entreter ao máximo a audiência. É viciante. E, já se perspetiva no futuro uma 2ª temporada.

“Castlevania”

Baseado num jogo de vídeo japonês, esta série conta a lenda de que a cada 100 anos Drácula ressuscitaria dos mortos com o único objetivo de dominar a Terra. Os únicos capazes de impedir tal ameaça são os membros da família Belmont, caçadores de vampiros. Assim, Trevor Belmont junta-se a Alucard, o filho de Drácula, e a Sypha, uma praticante de magia, para derrotar Drácula e o seu exército. A 2ª temporada de “Castlevania” continuou a boa qualidade apresentada anteriormente, aprofundando Drácula e deixando algumas pistas do que acontecerá no futuro.

“Counterpart”

Este thriller de espionagem segue um homem chamado Howard Silk (protagonizado por J.K. Simmons), um funcionário da área burocrática de uma agência de espionagem da ONU, com sede em Berlim. Mas, tudo muda quando Howard descobre que sua organização protege o segredo de uma travessia para uma dimensão paralela, e que a sua contraparte, lhe vem pedir ajuda. Uma boa série de espiões, com bons diálogos e cenas de ação, e que deixa no ar a ideia: Será que podemos fugir daquilo que realmente somos?

“Daredevil season 3”

Inspirado na banda desenhada “Born Again”, a nova temporada de “Marvel’s Daredevil” acompanha Matt Murdock após os eventos finais de “The Defenders”. Matt Murdock volta a usar o uniforme preto e rejeita a alcunha de herói. Mas, quando o seu arqui-inimigo Wilson Fisk é libertado da prisão, Matt deve escolher entre se esconder do mundo ou aceitar o seu destino como o Demónio de Hell’s Kitchen. esta 3ª temporada de “Marvel’s Daredevil” é das melhores temporadas televisivas do ano devido à sua excelente qualidade em todos os parâmetros: um argumento mais realista, com novas personagens fortes, sem as personagens que só ocupavam espaço (como Claire Temple), e mantendo a qualidade na realização, edição, ação… Uma história sobre a queda e ascensão de um herói, mas que também fala da perseverança do espírito humano, de redenção e de segundas oportunidades.

“Mayans MC”

“Mayans MC” é uma série dramática de Kurt Sutter e Elgin James, um spin off da série “Sons of Anarchy”. A história passa-se num mundo pós Jax Teller, no qual EZ Reyes é um pretendente a integrar os Mayans MC, próximo da fronteira entre a Califórnia e o México. Agora, EZ deve encontrar o seu caminho, numa cidade na qual ele já foi o prodígio com o sonho americano ao seu alcance. “Mayans M.C.” merece que os antigos fãs de “Sons of Anarchy” lhe dê uma oportunidade, pois apesar de ainda não ser de tão boa qualidade, consegue prender o/a espectador/a. E, para quem não viu “SOA”, também poderá ver a série, pois é a sua própria história. E, é uma série com temática de motas e motards, o que não deixa de ser cool, e não existem muitas desse género específico.

“Patrick Melrose”

Baseado na série literária de Edward St. Aubyn, esta série narra a vida angustiante de Patrick Melrose, da sua infância traumática, ao abuso de substâncias na fase adulta e, por fim, em sua recuperação. “Patrick Melrose” é uma série que atinge a melhor qualidade em todos os aspectos: realização, elenco, design de produção, argumento… É, sem dúvida, umas das melhores séries do ano, e Benedict Cumberbatch tem uma das suas melhores interpretações. Uma série que nos mostra como os traumas na infância influenciam a vida adulta, mas também nos dá uma mensagem de esperança e resiliência.

“Westworld” season 2

Esta 2ª temporada criou expectativa nos fãs. E, começa logo após a rebelião dos Hosts e do assassínio de Ford. No começo de um novo dia no parque, já não existe um guião e os Hosts têm liberdade de escolha. Uma série que marca pela originalidade da sua história, pelas questões do que significa ser humano, mas também pela qualidade que exibe em todas as vertentes.

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Melhores 2018

O ano de 2018 está quase a terminar, e foi um ano recheado de bons filmes e séries. As minhas escolhas são baseadas não só na qualidade, mas também no meu gosto pessoal. Assim, aqui ficam algumas das minhas escolhas deste ano de 2018.

melhor do cinema 2018

“A Quiet Place”

No filme “A Quiet Place”, uma família vive, em silêncio, ameaçada por misteriosas criaturas que caçam através do som. É um filme de terror diferente do que é habitual, e graças á peculiaridade e equilíbrio do seu argumento consegue distinguir-se como um dos melhores do género dos últimos anos.

“Avengers: Infinity War”

“Avengers: Infinity War” traz ao grande ecrã o maior confronto de todos os tempos. Os Vingadores e os seus aliados estão dispostos a sacrificar tudo, para tentar derrotar o poderoso Thanos, antes que o seu ataque de devastação e ruína acabe com o universo. Infinity War” é uma ode para quem é fã de banda desenhada e/ou de super – heróis. Joe e Anthony Russo conseguiram nos dar uma aventura divertida e cheia de momentos de ação, na qual todas as personagens tiveram o seu papel e fizeram a diferença. Uma aventura pela galáxia nunca antes vista que culminará no próximo ano com o filme “Avengers 4” que terminará a 3ª fase da MCU.

“Blackkksman”

No início dos anos 70, um período de grande agitação social onde a luta pelos direitos civis vai enfurecendo. Ron Stallworth torna-se o primeiro detetive afro-americano do Departamento da Polícia de Colorado Springs, mas a sua chegada é vista com ceticismo. Stallworth decide subir a pulso e fazer a diferença na sua comunidade; e é com grande coragem que entra numa perigosa missão: infiltrar-se e expôr o Ku Klux Klan. Ora, Spike Lee realizou um filme baseado numa história verídica, e balanceou bem o verídico e o cinematográfico ao contar uma história socialmente pertinente, mas também dando pitadas de comédia aqui e ali.

“Black Panther”

Mais um herói, mais um filme da Marvel. “Black Panther” conta a história de T’Challa, que depois da morte do pai, o Rei de Wakanda (uma nação africana isolada e tecnologicamente avançada), volta a casa para subir ao trono e assumir o seu lugar como rei. Mas, quando um antigo e poderoso inimigo reaparece, a força de T’Challa é testada, quando é atraído para um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo em risco. “Black Panther” é um dos melhores filmes da Marvel porque tornou-se num marco cultural ao celebrar uma cultura diferente, pouco vista no grande ecrã.

“First Man”

A história da primeira missão tripulada à lua, focando-se em Neil Armstrong e na década que antecedeu ao histórico voo espacial Apollo 11. Um relato visceral e intimo contado através da perspetiva de Armstrong, que explora os triunfos e os sacrifícios – de Armstrong, da sua família, companheiros e da própria nação – numa das missões mais perigosas da história da humanidade. Damien Chazelle, uma vez mais, surpreende ao realizar um filme que preenche todos os requisitos. Um retrato intimista e humano do primeiro homem na lua.

“Game Night”

Max e Annie, que vêm a sua noite de jogos semanais entre casais amigos tornar-se mais entusiasmante quando o irmão de Max, Brooks, arranja uma festa com o tema “assassinato mistério”, que inclui ladrões e polícias falsos. Quando Brooks é subitamente raptado, é tudo parte do jogo… certo? Assim que os seis jogadores ultracompetitivos começam a preparar-se para resolver o caso e ganhar, começam a descobrir que nem o “jogo” nem Brooks são o que aparentam. Numa noite caótica, estes amigos vão pisar o risco cada vez mais, pois cada nova pista leva-os a uma nova reviravolta inesperada. Sem regras, esta pode ser a noite mais divertida das suas vidas ou simplesmente o fim. Este filme tem um argumento bem escrito que mistura situações da vida real com elementos estranhos e inesperados. As personagens são reais, com as quais nos conseguimos identificar, tal como a situação inicial, porque, na verdade, quem não gosta de uma boa noite de jogo entre amigos/as?

“Isle of Dogs”

“Ilha dos Cães” conta a história de Atari, um miúdo de 12 anos sob a tutela de Kobayashi, o corrupto presidente da câmara. Quando, por decreto executivo, todos os animais de estimação caninos da cidade são exilados para uma lixeira chamada Ilha do Lixo, Atari parte e atravessa o rio à procura do seu cão de guarda, Spots. Nessa ilha, com a ajuda de uma matilha de companheiros, Rex, Duke, Boss, King e Chief, começa uma jornada épica que irá decidir o futuro de toda a cidade. “Isle of Dogs” é uma aventura que nos enche o coração pois, aborda temas como a amizade, a honra, o amor… É, sim, um filme de animação, mas mesmo neste tipo de filmes podemos encontrar lições valiosas. Wes Anderson não desiludiu.

“Ready Player One”

2045, o com o mundo está à beira do caos e do colapso. As populações encontram salvação no OASIS, um universo virtual criado pelo brilhante e excêntrico James Halliday. Quando Halliday morre, deixa uma imensa fortuna à primeira pessoa que encontrar um “Ovo da Páscoa” digital que ele escondeu algures no OASIS, o que faz lançar um concurso. Quando um improvável jovem herói chamado Wade Watts decide participar, é arrastado para um perigosa caça ao tesouro virtual. “Ready Player One” é um dos melhores filmes do ano, e poderá ser, no futuro, um filme de culto. Pois, celebra a nostalgia de décadas passadas, a cultura pop e os nerds e geeks espalhados pelo mundo, dando-nos um olhar sobre o futuro. E, contém uma mensagem: por muito que gostemos de explorar e divertir-nos no virtual, na verdade o que conta é a realidade, seja para o bem ou para o mal. Mas, às vezes, o virtual é bem mais divertido…

“Outlaw King” 2018

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Biografia, Drama Histórico, Ação

Realização: David Mackenzie

Argumento: Bathsheba Doran, David Mackenzie, James MacInnes

Elenco: Chris Pine, Stephen Dillane, Rebecca Robin, Billy Howle…

Depois de ser coroado Rei dos Escoceses, o lendário Robert “The Bruce” luta para tentar recuperar o controle. Mas, acaba por ser derrotado num ataque surpresa feito pelo rei inglês, o que o deixou um fora-da-lei.

“Braveheart” é um clássico do cinema que conta a história do escocês William Wallace que liderou uma revolução contra a soberana Inglaterra. Ora, quem viu o filme sabe como acabou a história de Wallace. Já “Outlaw King” é perfeito para quem saber quais foram as repercussões da morte de Wallace e como acabou o conflito entre o rei Eduardo I e a Escócia.

Apesar do compromisso inicial entre a nobreza escocesa e o rei inglês, a execução de William Wallace e a revolta do povo escocês contra este acto, precipitou um rasgar do acordo. Robert, depois da morte do pai e da eliminação do seu concorrente na proclamação ao trono, foi coroado rei. Contudo, nem todos ficaram do seu lado, muito menos o rei Eduardo I. Assim, Roberto foi proclamado rei, mas considerado um fora-da-lei. O exército inglês tinha mais homens e recursos. Mas, os escoceses tiveram algo a dizer.

A história em base foi bastante interessante. Não só ficamos a conhecer melhor a história da Escócia, como ficamos a conhecer o rei Robert (a sua personalidade, a sua família, as suas dúvidas, conquistas e perdas). Confesso que tenho um ponto fraco por filmes históricos. Mas, admito que este argumento não foi perfeito. Conhecemos Robert e depois um pouco da sua relação com a 2ª esposa, embora existam incongruências no argumento com o que supostamente aconteceu. Contudo, a família de Robert foi deixada um pouco de lado e nem sempre nos apercebemos quem é irmão ou amigo. Podia se ter dado mais atenção ás relações que o rodeavam. Faltou uma melhor escrita e congruência.

A realização de David Mackenzie não foi constante. Se a primeira cena foi realizada quase sem cortes, outras demoraram pouco tempo e foram cortadas sucessivamente. Podiam ter sido mais fluídas. Mas, em parceria com a cinematografia, a realização mostrou-nos cenários bonitos da Escócia e da Inglaterra. Já as cenas de ação foram bem coreografadas.

No que diz respeito ao elenco, fizeram um trabalho expectável, mas nada de outro mundo. A Chris Pine faltou alguma da carisma mostrada noutros filmes. E, existiram mesmo aspectos de certas personagens que foram demasiado exagerados.

“Outlaw King” é um bom filme histórico, que nos dá a mostrar um pouco da história do rei escocês Robert mas, também da Escócia. Contudo, com uma melhor escrita e realização podia ter sido épico.

Classificação – 3,5 em 5 estrelas

 

 

“The Incredibles 2”

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Animação, Ação, Aventura

Realização: Brad Bird

Argumento: Brad Bird

Elenco: Craig T. Nelson, Holly Hunter, Samuel L. Jackson, Jason Lee, Teddy Newton…

Helen é chamada para liderar uma campanha que irá trazer os Super-Heróis de volta, enquanto Bob se encontra em casa a tratar das tarefas normais do dia a dia, quando aparece um novo vilão com um brilhante e perigoso plano, que apenas Os Incríveis poderão ultrapassar juntos.

A primeira aventura desta família de super-heróis, em 2004, conquistou cinéfilos/as de todas as idades. Passados 14 anos, e depois de muitos pedidos, chega-nos esta segunda aventura.

Logo no início do filme, encontramos a família Incrível a combater o crime também em família. Apesar da reprovação da mãe, mas com o apoio do pai. Contudo, os super-heróis continuam a ser proibidos. Uma lei injusta, que restringe as pessoas com poderes de escolherem uma vida de heroísmo a ajudar os outros. Para ajudar a causa dos super-heróis, aparecem dois irmãos que escolhem Helen como embaixadora da causa dos super-heróis. A ideia é reforçar positivamente a necessidade dos super-heróis junto da sociedade para assim mudar a lei. Então, os papéis invertem-se, estando agora Bob como o pai presente para tomar conta dos filhos. Esta situação proporcionou momentos divertidos, principalmente com o mais pequeno da família. Já Helen tentava apanhar um novo vilão.

O argumento de Brad Bird é quase perfeito. Tem comédia, ação, bom diálogo … Mas, falha num ponto chave do filme, o vilão. O filme nem ia a meio e já se estava mesmo a ver o desfecho, é um pouco previsível.

Já na realização, Brad Bird não desiludiu. A animação, a edição, a banda sonora estão no ponto e ao nível do filme anterior.

“The Incredibles 2” é um bom filme de animação, que apesar de não ser do nível do seu predecessor, é entretenimento garantido para todos os fãs da Pixar.

Classificação- 4 em 5 estrelas

 

“Papillon” 2018

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Crime, Drama

Realização: Michael Noer

Argumento: Aaron Guzikowski

Elenco: Charlie Hunnam, Rami Malek, Eve Hewson, Roland Moller…

Inspirado nos livros autobiográficos e best-sellers mundiais “Papillon” e “Banco”, o filme segue a épica história baseada em factos verídicos de Henri “Papillon” Charrière, um arrombador de cofres do submundo parisiense, que é injustamente incriminado por homicídio e condenado a prisão perpétua na colónia penal da Ilha do Diabo.

 

 

Por acaso desconhecia esta história, apesar de já existir um filme de 1973 baseado nos mesmos documentos. Esse factor aliado ao facto de se basear numa história verídica (embora a autoria esteja envolta em polémica), despertou-me a curiosidade. Papillon foi condenado a prisão perpétua, e primeiro por necessidade, criou uma improvável aliança com o falsário Louis Dega, que em troca de proteção concordou em financiar a fuga de Papillon. Juntos planearam a mais corajosa fuga alguma vez contada. E, ao passarem tanto tempo juntos, daí nasceu uma amizade.

O argumento do filme explicou de forma satisfatória a história de Papillon, mas não só. Também foi, de certa maneira, uma lição de história e humanismo. Naquele tempo, as condições das prisões nas colónias eram desumanas, não existia qualquer respeito pela dignidade humana. Não se estranhou, portanto, o facto de muitos tentarem fugir, apesar do perigo que isso também significava. Mas, também exemplificou a tenacidade do espírito humano, e a importância de nunca desistir. E, se calhar, quando o saber fazer. Acho que estas duas opções estiveram bem exemplificadas nas duas personagens Papillon e Dega. Papillon verbalizou mais a sua vontade de ser livre, e de nunca perder a esperança. Já Dega era mais calculista, mas também se deixou levar pela possibilidade de ser livre.

Contudo, o argumento e a realização são inconstantes. Compreendemos bem o que estamos a ver, mas não existe algo que distinga este filme de tantos outros. Falta qualquer coisa.

Outro dos factores que me fez ver este filme foi o elenco. Charlie Hunnam já provou que era um bom actor em Sons of Anarchy, por exemplo, mas neste filme também o provou. O seu compromisso com a personagem e a história foi de louvar. A certo ponto do filme, quando Papillon foi colocado em solitária, Charlie Hunnam conseguiu transparecer de forma verídica a degradação física e psicológica da personagem. Viu-se que o actor perdeu algum peso para o papel. Já Rami Malek também não desapontou. Conseguiu transmitir a fragilidade de Dega, á primeira vista, mas também a sua inteligência e desenrascanço digamos. E, encarnou fisicamente a personagem com os seus tiques e maneirismos. Os dois tiveram boa química e parceria no ecrã.

“Papillon” é um filme inconstante que vale a pena assistir para conhecer a história verídica e pela interpretação de Hunnam e Malek.

Classificação- 3,5 em 5 estrelas