Óscares 2019 (Nomeados)

 

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Conheçam os nomeados aos Óscares 2019.

Adorei a nomeação de “Black Panther” para melhor filme. Claro que não terá hipótese de ganhar, mas ser nomeado já é uma vitória. Por isso, irei torcer pelos filmes “Green Book” e “The Favourite”. “Bohemian Rhapsody” foi uma surpresa. Devo dizer que senti falta de “First Man” em melhor filme e a nomeação de Ryan Gosling para melhor actor.

Agora há que fazer apostas e que ganhe o melhor.

Melhor Filme: A Star is Born, Black Panther, BlackkKlansman, Bohemian Rhapsody, Green Book, Rome,  The Favourite, Vice

Melhor Atriz
Yalitza Aparicio
Glenn Close
Olivia Colman
Lady Gaga
Melissa McCarthy

Melhor Ator
Christian Bale
Bradley Cooper
Willem Dafoe
Rami Malek
Vigo Mortensen

Melhor Atriz Secundária
Amy Adams, em “Vice”
Marina de Tavira, em “Roma”
Regina King, em “Se Esta Rua Falasse”
Emma Stone, em “A Favorita”
Rachel Weisz, em “A Favorita”

Melhor Ator Secundário
Mahershala Ali, em “Green Book: o guia”
Adam Driver, em “BlackkKlansman: o infiltrado”
Sam Elliott, em “Assim Nasce uma Estrela”
Richar E. Grant, em “Can You Ever Forgive Me?”
Sam Rockwell, em “Vice”

Melhor Realizador
Spike Lee, “BlackkKlansman: o infiltrado”
Pawel Pawlikowski, “Guerra Fria”
Yorgos Lanthimos, “A Favorita”
Alfonso Cuarón, “Roma”
Adam McKay, “Vice”

Melhor Filme de Animação
“Os Incríveis 2”
“Ilha dos Cães”
“Mirai”
“Ralph Vs Internet”
“Homem Aranha: no universo Aranha”

Melhor Curta de Animação
“Animal Behaviour”
“Bao”
“Late Afternoon”
“One Small Step”
“Weekends”
Melhor Curta-Metragem
“Detainment”
“Fauve”
“Marguerite”
“Mother”
“Skin”

Melhor Documentário
“Free Solo”, Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin, Evans Hayes e Shannon Dill
“Hale County This Mourning, This Evening”, Ramell Ross, Joselyn Barnes e Su Kim
“Min the Gap”, Bing Liu e Diane Quon
“Of Fathers and Sons”, Talal Derki, Ansgar Frerich, Eva Kemme e Tobias N. Siebert
“RBG”, Betsy West e Julie Cohen

Melhor Curta Documental
“Black Sheep”, Ed Perkins e Jonathan Chinn
“End Game”, Rob Epstein e Jeffrey Friedman
“Lifeboat”, Skye Fitzgerald e Bryn Mooser
“A Night at the Garden”, Marshall Curry
“Period. End of Sentence.”, Rayka Zethabchi e Melissa Berton

Melhor Montagem
“BlackkKlansman: o intruso”
“Bohemian Raphsody”
“A Favorita”
“Green Book: o guia”
“Vice”

Melhor Filme Estrangeiro
“Cafarnaum” (Líbano)
“Cold War” (Polónia)
“Never Look Away” (Alemanha)
“Roma” (México)
“Uma Família de Pequenos Ladrões” (Japão)

Melhor Argumento Original
“A Favorita”
“First Reformed”
“Green Book: o guia”
“Roma”
“Vice”

Melhor Argumento Adaptado
“A Balada de Buster Scruggs”
“BlackkKlansman”
“Can You Ever Forgive Me?”
“Assim Nasce uma Estrela”

Melhor Fotografia
“Guerra Fria”
“A Favorita”
“Nunca Deixes de Olhar”
“Roma”
“Assim Nasce uma Estrela”

Melhor Guarda-Roupa
“The Ballad of Buster Scruggs”, Mary Zophres
“Pantera Negra”, Ruth Carter
“A Favorita”, Sandy Powell
“Mary Poppins”, Sandy Powell
“Maria, Rainha dos Escoceses”, Alexandra Byrne

Melhor Caracterização
“Border”
“Maria, Rainha dos Escoceses”
“Vice”

Melhor Banda Sonora
“Pantera Negra”, Ludwing Goransson
“BlackkKlansman: o intruso”, Terence Blanchard
“Se Esta Rua Falasse”, Nicholas Britell
“Ilha dos Cães”, Alexandre Desplat
“Mary Poppins”, Marc Shaiman

Melhor Canção Original
“All The Stars”, de “Pantera Negra”
“I’ll Fight”, de “RBG”
“The Place Where Lost Things Go”, de “Mary Poppins”
“Shallow”, de “Assim Nasce uma Estrela”
“When A Cowboy Trades His Spurs For Wings”, de “A Balada de Buster Scruggs”

Melhores Efeitos Visuais
“Os Vingadores”
“Christopher Robin”
“O Primeiro Homem na Lua”
“Jogador 1”
“Solo: Uma História de Star Wars”

Melhor Direção de Arte
“Pantera Negra”, Hannah Beachler e Jay Hart
“A Favorita”, Fiona Cromble e Alixe Felton
“O Primeiro Homem na Lua”, Nathan Crowley e Kathy Lucas
“Mary Poppins”, John Myhre e Gordon Sim
“Roma”, Eugenio Caballero e Barbara Enriquez

Melhor Edição Sonora
“Pantera Negra”
“Bohemian Raphsody”
“O Primeiro Homem na Lua”
“Um Lugar Silencioso”
“Roma”

Melhor Mistura de Som
“Pantera Negra”
“Bohemian Rhapsody”
“O Primeiro Homem na Lua”
“Roma”
“Assim Nasce uma Estrela”

 

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“Bad Times at the El Royale” 2018

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Crime, Drama, Mistério

Realização: Drew Goddard

Argumento: Drew Goddard

Elenco: Jeff Bridges, Cynthia Erivo, Dakota Johnson, Jon Hamm, Chris Hemsworth…

Sete estranhos, cada um com um segredo por enterrar, encontram-se no El Royale de Lake Tahoe, um hotel decadente com um passado sombrio. Durante uma noite fatídica, todos terão uma última oportunidade de se redimir… antes que tudo corra mal.

O argumento do filme foi bastante simples, mas bem escrito. Então a premissa foi a seguinte: sete estranhos cruzam-se, por acaso, num hotel. Hotel esse, também ele peculiar, pois partilhava fronteira entre a Califórnia e o Nevada. Ou seja, estava fisicamente em dois estados. A diferença era visível tanto nos preços, como na decoração, ou até nas regras.

Os sete estranhos eram mais do que aparentavam, ou seja, eram um exemplo daquela máxima de que as aparências iludem, e que não se deve fazer pré-julgamentos das pessoas só pela aparência. Ora, juntaram-se pessoas como um padre, uma cantora, o líder de um culto… Cada personagem com os seus objetivos, valores, crenças, passado… A própria existência do hotel também teve um propósito que foi mais do que albergar hospedes. Uma história com voltas e reviravoltas, que por vezes não damos conta.

Estes géneros de filmes agradam-me pela riqueza da interação das personagens derivada das suas idiossincrasias. O argumento pautou pela criatividade e por um diálogo aliciante.

O realizador Drew Goddard tem um currículo generoso como produtor. Já como argumentista tem no currículo como as séries “Daredevil”, “Lost” ou o filme “The Martian”. Já como realizador tem “The Cabin in the Woods” e a série “The Good Place”. Ora, na realização deste filme não se saiu nada mal. Preferiu planos largos e o filme deixou-se ir no seu próprio ritmo. Com uma nítida inspiração em Tarantino, o realizador conduziu-nos pela história geral ao criar interações entre as personagens, e pelo próprio passado das mesmas. Um apontamento para a cinematografia, que foi apelativa e adequada á época do filme.

O elenco também teve um papel preponderante para o sucesso do filme. Jeff Bridges nunca desilude e também deu do seu talento neste filme. Jeff Bridges brilhou em cenas com a estreante Cynthia Erivo, que surpreendeu e foi sem dúvida um dos destaques do filme. Já Chris Hewsworth foi bom vê-lo como vilão para variar.

“Bad Times at the El Royale” se calhar foi um filme que passou despercebido a muita gente, mas que vale a pena a ser assistido pela sua originalidade, personagens e realização competente. Entretenimento garantido.

Classificação- 4 em 5 estrelas

“Titans” season 1

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Ação, Aventura, Drama

Criada por: Greg Berlanti, Akiva Goldsman, Geoff Johns

Realização: Brad Anderson, Carol Banker, John Fawcett, David Frazee…

Argumento: Marisha Mukerjee, Richard Hatem, Bryan Edward Hill, Greg Walker…

Elenco: Brenton Thwaites, Teagan Croft, Anna Diop, Ryan Potter…

Episódios: 11

Titans gira em torno de um grupo de jovens aspirantes a heróis do universo da DC Comics. Dick Grayson, provavelmente mais conhecido por ‘Robin’, é o protagonista, que sai das sombras do mentor Batman para se tornar líder de um grupo de novos heróis que inclui Starfire, Raven e muitos outros.

Eu sou grande fã da Dc, e gosto muito da equipa “Titans”. Ainda me recordo de ver o cartoon “Teen Titans” na tv. Por isso, esperava com grande expectativa a série live-action. E, tenho a dizer que tenho mix feelings em relação á série.

No início, Dick Grayson, ex-Robin, está afastado do seu mentor, Batman, e deixou a vida de vigilante para trás, e é detetive da polícia. Cruza-se com Raven, uma rapariga com habilidades diferentes, que sabe que tem algo dentro dela que não compreende, e que é perseguida por um culto. Já Kory (Starfire) não tem qualquer memória de quem é, apenas sabe que queria encontrar Raven. Quase sem querer, estes três personagens cruzam-se com Garth (Beast Boy), que também se junta ao grupo. Acabam por se juntar por necessidade. Pelo meio cruzam-se com outros, como a Doom Patrol, Hawk e Dove, Donna Troy e até Jason Todd.

No geral, a série tem um tom bastante sério onde existe pouco espaço para algum sentimento de esperança ou de leveza, cenário que é pouco associado á equipa dos Teen Titans. Podiam ter seriedade, mas podiam manter alguma da alma e código moral das personagens, o que não aconteceu. Comecemos pelo próprio Dick Grayson, que sempre se distinguiu de Batman por ser mais esperançoso, cauteloso e positivo. Na série, Dick é negativo, violento e chega a ser irritante ao culpar sempre Batman de tudo de mau que lhe aconteceu, quando ele próprio tem a sua própria quota de culpa. Kory é estranha e mais fria do que a das comics. E quem escolheu o guarda-roupa desta personagem devia ser despedido, vulgar e errado. Talvez de todos, Garth seja o mais parecido com o seu igual da banda desenhada, e trouxe alguma leveza ao grupo e á série. Em relação á história em si, não acho que seja a base que esteja mal. A história da Raven e da descoberta de quem é realmente o pai dela, até é interessante, mas nem sempre foi bem escrita. Então aquele último episodio, exploraram ao máximo o surgimento do Batman para agarrar as pessoas, mas foi um desperdício de tempo.

Pena que os melhores episódios desta temporada são aqueles nos quais entram personagens extras. Conhecemos Hawk e Dove, e alguma da sua história, trágica, mas bem escrita, que desperta curiosidade para vê-los mais tarde. Tal como a Doom Patrol, um grupo de personagens diversificado e carismático, que poderemos vê-los mais tarde numa série deles já confirmada. Escolheram bem o actor que interpretou Jason Todd, jovem, energético, provocador… E Donna Troy abrilhantou um pouco mais aqueles dois últimos episódios.

Como não podia deixar de ser, a série está recheada de easter eggs, como por exemplo a referência a Alfred Pennyworth e a Bruce Wayne, á Liga da Justiça, chegamos a ter um peek da batcave, e mesmo alguns flashbacks do passado de Dick Grayson que estão ligados a Bruce Wayne, embora ele nunca apareça, só vislumbres e nas sombras.
Um dos aspectos mais positivos da série é a ação, com uma boa coreografia ao nível da série “Arrow”. O guarda-roupa esteve mais ou menos, apesar de o fato de Robin ser bom, o de Kory, por exemplo, é pavoroso. Não sou fã da cinematografia, demasiado escura, sem vida.

Já em relação ao elenco, uns brilharam mais que outros. Brenton Thwaites até que nem é um mau Dick Grayson, embora como já referi, alguns aspectos da sua personalidade não são tidos em conta. Mas, isso a culpa não é do actor, mas do material. O mesmo acontece com Anna Diop, nota-se que é uma boa actriz, mas devido ao material, não consegue ser a Starfire ideal. Teagan Croft, na minha opinião, não foi a melhor escolha para interpretar uma personagem complexa como é Raven. Ryan Potter é adorável como Garth. Os restantes actores, desde os escolhidos para a Doom Patrol, Jason Todd e para Hawk e Dove, foram escolhas certas.

Em conclusão, esperava mais desta série live action “Titans”. Apesar de alguns boas escolhas e bons momentos, outros aspectos ficaram a desejar. Deveria ter abraçado mais a alma do grupo de heróis nas comics, para haver um equilíbrio maior entre a ação e a violência e a comédia, esperança e simplicidade.