“Game of Thrones” 8×01

 

Artigo GOT - S8E1

Reencontros e o confronto com o passado

O momento tão esperado chegou, a estreia da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. Fã que é verdadeiro fã, vê a introdução completa e desta valeu bem a pena ver. Uma intro diferente, mais estilizada, na qual seguimos o ponto de vista de invasão pelo Night King. Desde a muralha até Winterfell, passando pelas criptas dos Stark e rumando a Kings Landing, ao trono de ferro.

O episódio começou com um paralelo ao episódio piloto da série, não só em algumas cenas, mas até na banda sonora. Mas, desta vez não eram o rei Robert e a rainha Cersei a chegar, mas sim a rainha Daenerys Targaryen com o seu exército de unsullied e dothraki. Acompanhados de mais dois dragões. O povo nortenho olha a rainha com desconfiança, mas não só o povo. Apesar da chegada de Jon ser esperada pela família e ex-súbditos, já a chegada de Daenerys foi encarada com frieza pelos mesmos.

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Lyanna Mormont, Sansa, mais tarde Samwell, e outros súbditos questionam Jon sobre o porquê dele abdicar da sua coroa, chegando mesmo Sansa a questioná-lo se o tinha feito pelo povo ou por amor, também Arya mostrou-se do lado desta quando questionada por Jon. Por seu lado, sente-se que Daenerys mantém uma ligação muito forte com Jon. Contudo, a sua arrogância pode ser a sua queda. Até faz uma pequena ameaça a Sansa. E, quando revela a Samwell que assassinou a sua família, não se sente grande emoção, nem qualquer ponta de remorsos por parte dela.

Este episódio foi recheado de reencontros: Bran e Jon, Jon e Samwell… Só faltou mesmo um reencontro entre Jon e Ghost. Mas, Arya protagonizou os mais emotivos. O seu reencontro com Jon foi tudo que se esperava, um reencontro de duas pessoas que se amavam profundamente e que sentiam saudades. Contudo, Arya reforçou a sua posição de apoio à irmã e à família e disse a Jon para não esquecer a família. Arya também se reencontrou com Sandor Clegane e Gendry. Esse foi um momento que será importante para o desenvolvimento da narrativa. Arya apresenta a Grendry um protótipo de uma nova arma. Será que vai utilizá-la contra os white walkers? Outro reencontro interessante foi entre Sansa e Tyrion. Sansa questionou-o se ele realmente acreditava que Cersei iria enviar as suas forças para Norte.

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Bran Stark passou o episódio a olhar as pessoas de forma pensativa: desde Daenerys, a Tyrion… Será que estava a ver algo no seu futuro? Já no final do episódio, Bran ficou à espera de um “velho amigo” dizia ele, que pensamos tratar-se de Jaime Lannister, que quando o viu pareceu que tinha visto um morto.

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Em King’s Landing, assistimos à chegada dos mercenários da Golden Company. E, não há elefantes, infelizmente para Cersei. Já Cersei sucumbe ao pedido de Euron, mas sente-se nela uma repulsa por ele. Fez aquilo porque necessita ainda dele. Cersei sente-se encurralada na própria situação que maquinou. Por outro lado, incumbe Bronn de matar os seus dois irmãos, Jaime e Tyrion, e com a besta que foi usada para matar Tywin. Outro ponto interessante que nos saltou à vista foi quando Qyburn disse que Cersei teria outros planos para Daenerys. Que outros planos poderá ter Cersei para Dany? Já enquanto Euron estava ocupado com Cersei, Theon Geyjoy fez jus à promessa e salvou Yara. Yara irá tentar reaver o seu trono, pois Euron anda por King’s Landing. Já Theon rumará para Winterfell para ajudar a família adoptiva a combater os white walkers.

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Outro dos momentos fortes do episódio foi a descoberta da verdadeira parentalidade de Jon Snow. O público já sabia, mas o protagonista ainda não. Confrontado por Bran, o Corvo de Três Olhos, Sam compreende que é o momento certo de contar a verdade da sua última descoberta. Pondo em causa a justiça da nova rainha, Sam explica ao seu amigo quem são os seus verdadeiros pais. Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen casaram em segredo e juntos tiveram um filho. Ned Stark jurou proteger o sobrinho, que o considerou como filho. Mediante esta informação, Jon Snow, recusou pensar no que tal implicava. Seria verdade e justo declarar-se ao trono? Ou tal tornaria-o num traidor? A decisão será apenas de Jon, mas o amor que pairava no ar, será fortemente abalado para os recém-amantes. Apesar de momentos antes percebermos o estado da situação do romance de Daenerys e Jon. Não foi só uma noite fugaz, a relação evoluiu. Para mostrar a sua confiança, Dany aprovou a experiência de Jon voar pela primeira vez em cima de um dragão. Um momento interessante a CGI que provou que esta não é uma série qualquer. Os seus efeitos especiais assemelham-se a uma proeza cinematográfica. Juntos refugiaram-se num local seguro, e até ponderam esconder-se por ali durante alguns tempos, no lugar só deles. Mesmo com o olhar atento e desconfiado dos dragões que causou algum desconforto a Jon.

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Num dos melhores momentos do episódio, quase a lembrar mais uma cena de uma série de terror, a Patrulha da Noite e Tormund e Beric Dendarion, encontram-se no castelo do pequeno Lord Umber. Mas quando lá chegam, estava deserto, encontrando o pequeno Ned Umber morto, num cenário grotesco com a assinatura do Night King.

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“Winterfell” o título do primeiro episódio da oitava temporada, conseguiu um excelente arranque. Momentos marcados por reencontros, novas decisões e ameaças cada vez mais próximas. Este foi um episódio que nos fez pensar sobre qual será o destino de cada uma das personagens, já que os peões do tabuleiro estão a avançar no jogo do poder.

O blogues Beautiful Dreams, More Than Entertainment e Tagarela Geek vão todas as semanas esmiuçar cada episódio da temporada final de “Guerra dos Tronos”, por isso acompanhem–nos nesta aventura.

 

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“The Walking Dead” season 9

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O início da 9ª temporada de “The Walking Dead” começou com grande alvoroço, pois já se sabia que o actor Andrew Lincoln iria sair da série, tal como se sabia que Lauren Cohan só iria aparecer na primeira metade da série. Mas, faltava saber de que forma a saída dos actores iria afetar a história. Sinceramente, depois da morte de Carl Grimes, saber que Rick Grimes também iria saltar fora da história foi um choque.

No inicio da temporada, as comunidades Alexandia, Hilltop, Oceanside, Kindgom e o Santuário tentaram trabalhar em conjunto. O Santuário era a comunidade que mais passava por dificuldades, e alguns membros de outras comunidades não gostavam muito de ajudar. Ainda existiam muitos ressentimentos entre todos. Enquanto que Rick era tratado por herói por muitos por ter afastado Negan, alguns dos saviors fugiram e queriam Negan de volta. Uma paz algo frágil pairava no seio das comunidades. Já Negan, continuava preso e Rick de vez em quando lá o visitava para uma conversa de líder, para ex-líder. Já em Negan notava-se um certo cansaço psicológico. Mas, mesmo no seio do grupo de sobreviventes, nem todos concordavam com Rick. Maggie e Daryl não gostavam da ideia de Negan ter sido poupado, e de ajudarem o Santuário. Contudo, Rick acreditava na construção de um futuro melhor, na entre ajuda, em segundas oportunidades. Começava-se a falar na redação de leis comuns para todas as comunidades, de forma a aproximarem-se de um sistema político parecido ao de antigamente. Rick juntou as comunidades num objetivo comum: a reconstrução de uma ponte que iria ser importante na ligação entre as comunidades. Mas, tudo começou a correr mal quando um savior apareceu morto, e eles foram dispensados da construção. Nessa altura, Rick saiu da história. Numa tentativa de salvar as comunidades de um conjunto de walkers, ele explodiu a ponte, pondo em risco a sua própria vida.

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A tensão existente entre as comunidades foi bastante interessante, pois não seria realista se a partir daí fosse tudo perfeito. Nós próprios pensamos, se todos mereciam essa segunda oportunidade. O que é certo é que ninguém confiava totalmente nos salvadores.  Rick , sendo o líder que era, tentou sarar as feridas, o que era muito dele, mas também se sentia nele a pressão. Rick era um líder inspirador e sacrificou-se por um bem melhor. Bem, quem viu sabe que Rick não morreu mesmo, foi antes salvo e levado por Jadis num helicóptero para parte incerta. A história de Rick vai continuar em filme, sim em filme. Não gosto muito da ideia, para mim se existe uma história para ser contada, teria de ser na série juntamente com as outras personagens. E, Rick era uma personagem imprescindível na série e na história.

Houve um pequeno salto temporal, e notava-se que estava tudo diferente. Se se pensava que a morte de Rick iria aproximar as comunidades, isso não aconteceu, as comunidades estavam isoladas e afastadas umas das outras. Em Alexandria, encontramos Michonne, Judith, e R.J. (filho de Rick e Michonne); Gabriel, Rosita e Eugene. Em Hilltop, Maggie afastou-se e foi para outra comunidade, deixando Jesus como líder, com Tara como braço direito. No Reino, Carol estava feliz numa relação com Ezekiel, e juntos criaram o pequeno Henry. Daryl afastou-se de todos e vivia sozinho, ainda na procura de Rick. Existia mais cuidado no acolhimento de novas pessoas, contudo também percebemos que antigos saviors conseguiram a sua segunda oportunidade e eram de confiança. Aparecem novas personagens que acho que foram uma boa adição ao grupo de sobreviventes.

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Num dos melhores episódios da temporada “Evolution”, numa ode ao género de terror, uma nova ameaça mostrou-se, os whisperers. Matam Jesus e os sobreviventes ficam confusos com este novo grupo, pois como seria possível seres humanos viverem no meio dos zombies? Depois, num novo encontro, Lydia, uma adolescente que pertence aos whisperers, é capturada pelos sobreviventes. Gostei da dúvida incitada quando a conhecemos, mas afinal ela era apenas uma miúda que sofria de maus tratos da própria mãe. O conflito escalou com a morte de Jesus, e com a recusa de Daryl entregar Lydia. Daryl compreendia-a e ajudou-a. O episódio “The Calm Before” também foi dos melhores, pela positividade e esperança que inspirou no inicio, e pelo puxar do tecido no final.

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Rick Grimes era das minhas personagens favoritas, e mesmo agora a série sem Rick Grimes não é a mesma, e parece que lhe falta algo. Mas, com Rick fora de plano, Daryl teve agora mais diálogo e presença, e desempenhou um papel mais central nas decisões, acho que foi das poucas coisas positivas que vieram da saída de Rick. Apesar de Negan ter aparecido pouco, as vezes que apareceu valeram bem. Gostei da relação que Negan tem com Judith , uma relação que também está  afetar e a mudar Negan. Espero que Negan tenha uma presença maior na próxima temporada. E Judith? Tão carismática, e tão Grimes. Os novos antagonistas, Whisperers, são um grupo bastante interessante, e bastante agressivos, diferentes. A líder, Alpha, é intimidante e fria, e Beta é um bom braço direito. E, Beta protagonizou uma boa cena de luta com Daryl.

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Um dos pontos mais negativos foi a história das cicatrizes de Daryl e Michonne. Apesar de ter dado uma explicação para o facto de Alexandria se ter fechado ao exterior, foi dado demasiada relevância a esse mistério, que acabou por ser aborrecido. Houve episódios algo parados, e a season finale não foi nada de especial. Outro ponto negativo é que algumas das antigas personagens estão a sair da história, que deixam um certo de vazio. Não temos a mesma ligação com estas novas personagens do que temos com as antigas, como Daryl, Carol e Michonne. E já se sabe que a próxima temporada será a ultima de Danai Gurrira. O que pode significar que seja a última de Judith Grimes também.

Certo é que na próxima temporada, as comunidades terão de batalhar os whisperers, uma ameaça ainda presente. Esperemos que continue a melhorar, apesar da saída de Rick e Michonne, no futuro.

 

 

 

“Love, Death and Robots” 2019

 

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Criado por: Tim Miller

Realização:Víctor Maldonado, Alfredo Torres, Gabriele Pennacchioli, Franck Balson, Dominique Boidin…

Argumento:Philip Gelatt, John Scalzi , Alastair Reynolds…

Elenco: Scott Whyte, Nolan North, Matthew Yang King, Michael Benyaer, Josh Brener…

Episódios: 18

Uma coleção de contos animados que mistura ficção científica, fantasia e terror.  Uma série antológica de animação para adultos de Tim Miller e David Fincher.

1. A VANTAGEM DE SONNIE: No mundo clandestino das lutas entre bestas, Sonnie é imbatível… desde que consiga manter a sua vantagem. Sonnie sofreu e usa as lutas como forma de exteriorizar e exorcizar os seus demónios. Tentam-na seduzir com dinheiro para perder de propósito, mas nada feito. Mais uma vez, ela é atacada, mas nem tudo é o que parece. Um bom episódio para começar esta série, sem dúvida dos mais memoráveis.

2. TRÊS ROBÔS: Muito tempo depois do desaparecimento da humanidade, três robôs visitam os vestígios de uma cidade pós-apocalíptica. Esta é uma das histórias mais interessantes. Temos uma ideia de como inteligências artificiais viriam os seres humanos e os seus hábitos, no futuro. Para eles, os seres humanos não fazem sentido e não os compreendem. E, claro levantam a questão, Quem os criou? Nesta realidade, a humanidade desapareceu devido a um desastre ambiental. Já estivemos mais longe disso. Contudo, esta história é nos contada de forma divertida.

3. A TESTEMUNHA: Após testemunhar um homicídio brutal, uma mulher foge do assassino pelas ruas de uma cidade surreal. Uma das histórias com um dos estilos de animação mais característicos, e que a forma de que foi realizada nos transmite pânico e paranoia. E, com uma componente bastante interessante: de loop temporal.

4. FATOS: Uma comunidade de agricultores usa mecanismos caseiros para defender as suas famílias de uma invasão alienígena. Mas, esses mecanismos de defesa são bastante avançados tecnologicamente. Um conto sobre sacrifício, sobrevivência, amizade, contado numa animação bastante colorida e calorosa.

5. DEVORADOR DE ALMAS: Libertado de uma escavação arqueológica, um demónio sedento de sangue luta contra um grupo de mercenários equipados com uma arma inusitada.  Com ação, que nos lembra os filmes de terror de antigamente.

6. QUANDO O IOGURTE CONQUISTOU O MUNDO: Um iogurte superinteligente criado acidentalmente em laboratório está determinado a conquistar o mundo. Só esta premissa já, por si, desperta curiosidade. O iogurte soube solucionar problemas do mundo, e quem não seguiu as suas sugestões, não correu bem. Por isso, o iogurte conseguiu o poder absoluto. Contudo, será que correu bem? Adorei particularmente esta, pois toca em certos assuntos atuais da nossa sociedade de forma divertida.

7. PARA LÁ DE AQUILA: A tripulação de uma nave à deriva desperta anos-luz fora da sua rota. No fundo desta historia, uma dicotomia entre a realidade e a fantasia. O que seria melhor, viver numa fantasia, ou viver na crua realidade.

8. BOA CAÇA:  O filho de um caçador de espíritos cria uma ligação com uma hulijing com capacidade de mudar de forma. Com uma inspiração na animação asiática, e no passado do continente asiático, este é um conto sobre magia, amizade e preserverança.

9. A LIXEIRA: A lixeira é o lar de Dave Feioso, e ele tudo fará para impedir que um espertalhão da cidade o expulse do seu domínio. Este conto, para mim, foi o mais desinteressante.

10. MUTANTES: No coração do Afeganistão, dois Marines com poderes sobrenaturais enfrentam uma ameaça de um dos seus. Estes dois marines, pode-se dizer, têm uma dupla identidade, pois são americanos, mas também lobisomens. Apesar de lutarem no mesmo lado que os seus compatriotas, estes soldados são vistos com desconfiança, e sofrem de discriminação. Apesar de um elemento sobrenatural, esta  é uma situação que podemos transportar para a nossa própria realidade, pois a discriminação está ainda muito presente na nossa sociedade. E, a diferença é vista de lado pelos outros.

11. DAR UMA MÃO
Uma astronauta à deriva no espaço tem de sacrificar uma parte de si, antes que a sua reserva de oxigénio se esgote. Dá-nos um feeling do filme “Gravity”, pois também esta astronauta teve de se desenrascar sozinha quando lhe aconteceu uma acidente no espaço. Interessante ver como o pânico de alguém parece pequeno na imensidão e no silêncio do espaço.

12. A NOITE DOS PEIXES: Quando o seu carro se avaria no deserto, dois vendedores embarcam numa viagem surreal ao início dos tempos. Uma história de fantasmas do passado, que apenas se distinguiu pela sua animação encantadora.

13. 13, O NÚMERO DA SORTE: A nave 13 perdeu duas tripulações e agora ninguém a quer pilotar. Mas os novatos não têm direito de escolha. mas, uma novata afeiçoou-se a essa nave e, conseguiu tirar dela o melhor.

14. ZIMA BLUE: Zima, um artista de renome, recorda o seu passado misterioso e a sua ascensão à fama antes de revelar a sua obra final. Um artista que sempre olhou para o cosmos como inspiração. O que não se sabia era que este artista era uma simples máquina que com as modificiações que os humanos lhe fizeram, tornou-se consciente. Evoluiu. A sua obra final: desfazer-se, descomplicar-se voltar atrás, aos dias em que retirava um prazer só de apreciar o ambiente e realizar de forma satisfatória uma tarefa simples. Algo que também pode ser transportado para os seres humanos, nos dias de hoje. Cada um está tão submerso nos seus afazeres, no seu trabalho que se esquece de parar e apreciar o que está á volta. E, tirar um momento para si, de prazer.

15. ÂNGULO MORTO
Um gangue de ciborgues ladrões realiza um assalto a alta velocidade a um camião armado até aos dentes. Mas, no futuro até estes assaltos vão ser diferentes. Existirão segundas oportunidades?

16. IDADE DO GELO: Um jovem casal muda-se para um apartamento, onde encontra uma civilização perdida dentro do seu congelador. O único episódio live action desta temporada, mas bastante curioso. O casal pode assistir á evolução de uma civilização, que aos seus olhos foi rápida, mas poderia ter demorado milhões de anos para quem viveu essa mesma evolução. Essa civilização também passou por revoluções, guerras, e atingiu um suposto epítome. E, depois desapareceu?

17. HISTÓRIAS ALTERNATIVAS: E se pudéssemos ver Hitler a morrer de várias formas divertidas? Agora já é possível: bem-vindos à Multiversidade! Este é o conceito de uma fictícia aplicação que é centro deste episódio que deixa modificar um facto histórico e a partir daí cria uma simulação. Se existisse, seria uma aplicação bastante divertida. Um episodio com um conceito criativo e com comédia que baste.

18. GUERRA SECRETA: Nas entranhas das antigas florestas da Sibéria, o Exército Vermelho combate um mal profano. Um mal profano que foi criado por um membro do próprio exercito, mas a ideia era que esses monstros lutassem lado a lado com eles. Agora, tudo depende apenas da coragem de um grupo de soldados.

Esta série de animação combina vários estilos de animação (desde CGI á animação mais tradicional) e géneros (comédia, ação, drama, ficção científica) e narrativas. Contudo, a alta qualidade na realização é notada em todos os episódios, pois a atenção ao detalhe , o realismo, e a paleta de cores adequa-se a cada tema.

E, é uma série que no geral não se esconde da violência, da nudez e da linguagem mais grosseira.

Os 18 episódios são bastante diferentes e variam quer na história, quer no estilo de animação. Espaços e tempos diferentes, personagens humanas e tecnológicas.Algumas destas histórias são mais divertidas, outras mais contemplativas, outras mais filosóficas com lições de vida, outras apenas com bastante ação. O argumento de alguns episódios é tão bom que teria mais que material para ser adaptado a um filme.

Dá para agradar a todos. E, a pequena duração dos episódios faz com que seja bastante fácil de se assistir.

“Love, Death and Robots” é uma série de antologia que prima pela sua qualidade na realização e no argumento. Mas, também pela sua criatividade e variedade.

 

 

 

“Counterpart” season 2

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Drama, Ficção Científica

Criador: Justin Marks

Realização: Lukas Ettlin, Hanelle Culpepper, Justin Marks…

Argumento: Erin Levy, Maria Melnik, Justin Marks…

Elenco: J.K. Simmons, Olivia Williams, Harry Lloyd, Nazanin Boniadi…

Episódios: 10 episódios

A 2ª temporada iniciou-se logo após os acontecimentos da 1ª temporada.  A situação dos dois mundos encontra-se tensa e frágil mesmo com a passagem fechada. As pessoas encontram-se presas em lados que não o delas, com os poderes á procura de culpados e bodes expiatórios.

Depois de saber a verdade, Peter e Claire mantêm uma relação de casamento por necessidade. Precisam um do outro para as suas mentiras não serem descobertas. Pois, Peter tem de lidar com uma nova chefe de departamento que o seu objetivo é encontrar toupeiras. Emily acordou do coma e mal imagina que o Howard que se encontra consigo neste momento, não é o seu marido. Já ela própria não se reconhece, não reconhece a pessoa que era antes do acidente e que mentia ao marido sobre a sua vida dupla. Contudo, com o tempo ela recupera a memória e descobre que foi ela que descobriu a verdade sobre o vírus da gripe no outro lado. Já Howard tenta ser o marido de Emily, o marido extremoso e dedicado. Contudo, Howard nunca pára e continua a ser o agente secreto implacável e inteligente mas de forma mais discreta. Já o verdadeiro marido de Emily está preso no noutro lado e é enviado para uma prisão na qual se fazem experiencias de a retirar informações das pessoas que sejam pertinentes para serem usadas deste lado. Os limites psicológicos e físicos de Howard são testados. Já a Emily do outro lado é nomeada Directora da Estratégia e o seu objetivo é apanhar Mira.

Ao longo da temporada. vamos percebendo os motivos de Mira. E, também vamos ao passado e assistimos á origem da passagem, como ocorreu aquele primeiro contacto, e o porquê dos dois lados serem diferentes. O primeiro contacto foi inocente, com motivos altruístas baseados na partilha de conhecimentos, mas passado um tempo a paranoia arruinou esse projeto. E, aí percebemos também como o Management foi criado. Ora, Mira quer criar um equilíbrio entre os dois mundos mas a que custo?

O argumento da 2ª temporada foi também bem escrito, como o da primeira nos tinha habituado. Ao longo da temporada, a história vai-se desenrolando no desembaraçar de uma teia de intrigas, traições, mentiras… Uma verdadeira corrida contra o tempo para se evitar ou parar a ameaça que pairava. Proporcionou-nos bons momentos de tensão, ação e drama. Mas, a série fala sobretudos sobre pessoas e as suas relações, refletindo sempre sobre identidade, bondade, escolha… Liberdade de sermos nós próprios.

O elenco manteve a boa qualidade nas suas interpretações. J. K. Simmons continuou a ser um protagonista forte. Destaco a atriz Christiane Paul, que interpretou Mira, uma vilã complexa, calculista e inteligente.

O final da temporada foi algo conclusivo, mas deixou em aberto material suficiente que daria para uma nova temporada, mas a série infelizmente não foi renovada.

Em suma, quem gostou da 1ª temporada de “Counterpart” irá gostar desta segunda temporada pois manteve o nível de qualidade na realização, argumento e interpretações. Uma série obrigatória para quem gosta de boas séries de espiões e segredos.

“The Punisher” season 2

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Criador: Steve Lightfoot

Realização: Jim O’ Hanlon, Jeremy Webb, Jet Wilkinson…

Argumento: Ross Andru, Ken Kristensen, Angela LaManna…

Elenco: Jon Bernthal, Amber Rose Revah, Ben Barnes, Jason R. Moore, Floriana Lima…

Nesta segunda temporada da série “The Punisher”, Frank Castle sai da pacatez para salvar uma rapariga de ser assassinada, forçando-o a decidir se ele deveria abraçar a vida como o Justiceiro.

No final da 1ª temporada, Frank Castle ganhou uma nova identidade com um registo criminal limpo. A sua intenção era realmente desaparecer e tornar-se apenas mais um na multidão. Contudo, essa intenção não durou muito tempo.

Frank Castle até estava a desfrutar desta nova fase da vida, mas não conseguiu ficar parado quando viu uma rapariga prestes a ser atacada por um bando de criminosos. Mais uma vez, Castle encontrou-se no meio do caos, numa situação que definitivamente não previu. A rapariga, Amy, viu os amigos serem mortos por causa de umas fotografias, que eles próprios não percebiam muito bem a sua finalidade. Apenas teriam de entregar as fotos a alguém. Contudo, essas fotos eram bastante comprometedoras e mexiam com reputações de pessoas influentes. Amy foi perseguida por criminosos e ela própria não percebia a magnitude da situação que estava metida. A sorte dela, é que se cruzou com Frank Castle. Para além de Amy, também Frank começou a ser perseguido por arrasto. Mal imaginava que um manda-chuva dessas tais pessoas importantes viria também atrás deles, um pastor, um homem da religião, John Pilgrim. As suas atitudes implacáveis não condiziam com o seu aspecto, mas depressa Castle percebeu que ele era um homem perigoso.  Já em Nova Iorque, Billy Russo saiu do coma. Mas, estava amnésico e na sua face estavam escritas as consequências do mal que tinha causado.  Fez terapia, e enquanto a sua terapeuta acreditava numa recuperação e em segundas oportunidades, Madani, que sempre esteve por perto, acreditava que mais cedo ou mais tarde ele iria acabar por mostrar a sua verdadeira natureza. Dinah Madani, por sua vez, tinha os seus próprios traumas para superar e digerir. E, assim quando Madani lhe pediu ajuda para apanhar Russo depois da sua fuga, e quando prometeu a ele mesmo que iria resolver o problema de Amy, Frank Castle viu-se no meio de dois grandes problemas.

O argumento dividiu-se, assim, entre duas histórias digamos: a história de Amy, e a de Billy Russo. Por isso, Frank tentava matar dois coelhos com um cajadada só. Os traumas sofridos por tanto Frank, Madani e Billy foram bem representados. Madani culpou Frank por não ter acabado com Billy, pois parece que nenhum deles pode seguir em frente se isso não acontecer. O jogo do gato e do rato entre Castle e Russo tornou-se interessante, pois como Russo estava amnésico, ainda pensava em Castle como um amigo.

A série continuou a retratar de forma realista o Stress Pós Traumático e a vida vivida por ex-combatentes quando voltam para casa. Russo chegou mesmo a juntar-se com outros ex-combatentes e formaram uma equipa de assalto. Tinham em comum as cicatrizes de uma guerra que deixaram para trás, de uma incapacidade de se habituar á realidade da normalidade, e sentiam saudades do companheirismo dos irmãos de armas.

Já no que diz respeito á parte da história de Amy, teve o seu encanto. A relação de Frank e Amy começou de forma repentina e ela até nem queria ter nada a ver com ele, mas percebeu que dependia dele. A relação foi crescendo, e tornou-se numa bonita amizade. Frank via um pouco do que podia ter sido o seu presente, pois Amy tinha a mesma idade que teria a sua filha se fosse viva. A relação dos dois também deu á série alguns momentos de descontração e comédia. Já John Pilgrim era uma pessoa no mínimo interessante. Completamente devoto, marido e pai de família, punia-se quando cometia pecados. Pecados que eram feitos a mando de uma família poderosa, também ela estritamente ligada á religião. Essa família utilizava a ajuda que ofereceram a John para mudar o seu modo de vida anterior e a sua família, como forma de chantagem emocional para levá-lo a fazer tudo o que fosse preciso. É demonstrada a hipocrisia de alguns que pregam uma doutrina de amor ao próximo, compaixão e humildade, mas que as suas ações demonstram exatamente o contrário.

Um apontamento para um tema que se revelou recorrente nesta temporada: identidade. Frank debateu-se com o facto de escolher entre ser o Punisher e ser apenas o Frank, dar-se ao direito de ter uma vida normal. Já Billy Russo perdeu a memória e não tinha a ideia no que se tinha tornado, até ao ponto de não se reconhecer. E, John Pilgrim queria deixar um passado para trás e viver no presente para a família com esta nova pessoa que se tinha tornado.

Contudo, nem tudo foi perfeito. Mais uma vez, a série beneficiava de um número de episódios mais pequeno e de uma história mais compacta. Demorou a ganhar gás, digamos. Por exemplo, acho que foi tempo perdido o tempo que se gastou nas conversas de Billy com a terapeuta, e depois posterior relação.  Ou com o mistério que assolava o passado de Amy.

Se houve num departamento que esta 2ª temporada igualou ou até superou a temporada anterior foi nas cenas de ação. Violência, sangue, perseguições, raiva… Tudo aquilo que pede uma boa série deste anti-herói. Cenas de ação que nunca são aborrecidas. A realização e edição ganharam nota positiva graças, também á execução dessas cenas.

O elenco mais uma vez fez um bom trabalho: desde Amber Rose (teimosa e força da natureza Dinah Madani), a Giorgia Whigman (adolescente rebelde e corajosa Amy)… Jon Bernthal é o Frank Castle perfeito, intenso, carismático… Um homem marcado para a vida e que por isso dedica a mesma para que outros não passem pelo que ele passou. Ben Barnes como Billy Russo superou-se nesta temporada. Interpretou bem a altura em que sua personagem estava amnésica, e que acreditava que tinha sido alvo de uma injustiça por parte de Castle. Para Billy Russo, ele não era o vilão da história. Contudo, mesmo amnésico, ele mostrava o pior de si. Imprevisível, frio, sempre com um objetivo final na mente. Uma última referência a Josh Stewart que interpretou John Pilgrim, que nos deu um vilão complexo e assustador, gostava que tivesse aparecido mais.

Na minha opinião, a 2º temporada da série “The Punihser” não foi tão forte como a primeira, pois demorou mais a ganhar ímpeto e perdeu tempo com circunstâncias que pouco interessavam. Contudo, continuou a nos dar boas interpretações, cenas de ação bem coreografadas, uma realização e edição com personalidade, e uma banda sonora que acompanha o ritmo da ação. Uma série acima da média, e continua a ser das minhas preferidas da parceria Marvel/Netflix.

 

“Titans” season 1

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Ação, Aventura, Drama

Criada por: Greg Berlanti, Akiva Goldsman, Geoff Johns

Realização: Brad Anderson, Carol Banker, John Fawcett, David Frazee…

Argumento: Marisha Mukerjee, Richard Hatem, Bryan Edward Hill, Greg Walker…

Elenco: Brenton Thwaites, Teagan Croft, Anna Diop, Ryan Potter…

Episódios: 11

Titans gira em torno de um grupo de jovens aspirantes a heróis do universo da DC Comics. Dick Grayson, provavelmente mais conhecido por ‘Robin’, é o protagonista, que sai das sombras do mentor Batman para se tornar líder de um grupo de novos heróis que inclui Starfire, Raven e muitos outros.

Eu sou grande fã da Dc, e gosto muito da equipa “Titans”. Ainda me recordo de ver o cartoon “Teen Titans” na tv. Por isso, esperava com grande expectativa a série live-action. E, tenho a dizer que tenho mix feelings em relação á série.

No início, Dick Grayson, ex-Robin, está afastado do seu mentor, Batman, e deixou a vida de vigilante para trás, e é detetive da polícia. Cruza-se com Raven, uma rapariga com habilidades diferentes, que sabe que tem algo dentro dela que não compreende, e que é perseguida por um culto. Já Kory (Starfire) não tem qualquer memória de quem é, apenas sabe que queria encontrar Raven. Quase sem querer, estes três personagens cruzam-se com Garth (Beast Boy), que também se junta ao grupo. Acabam por se juntar por necessidade. Pelo meio cruzam-se com outros, como a Doom Patrol, Hawk e Dove, Donna Troy e até Jason Todd.

No geral, a série tem um tom bastante sério onde existe pouco espaço para algum sentimento de esperança ou de leveza, cenário que é pouco associado á equipa dos Teen Titans. Podiam ter seriedade, mas podiam manter alguma da alma e código moral das personagens, o que não aconteceu. Comecemos pelo próprio Dick Grayson, que sempre se distinguiu de Batman por ser mais esperançoso, cauteloso e positivo. Na série, Dick é negativo, violento e chega a ser irritante ao culpar sempre Batman de tudo de mau que lhe aconteceu, quando ele próprio tem a sua própria quota de culpa. Kory é estranha e mais fria do que a das comics. E quem escolheu o guarda-roupa desta personagem devia ser despedido, vulgar e errado. Talvez de todos, Garth seja o mais parecido com o seu igual da banda desenhada, e trouxe alguma leveza ao grupo e á série. Em relação á história em si, não acho que seja a base que esteja mal. A história da Raven e da descoberta de quem é realmente o pai dela, até é interessante, mas nem sempre foi bem escrita. Então aquele último episodio, exploraram ao máximo o surgimento do Batman para agarrar as pessoas, mas foi um desperdício de tempo.

Pena que os melhores episódios desta temporada são aqueles nos quais entram personagens extras. Conhecemos Hawk e Dove, e alguma da sua história, trágica, mas bem escrita, que desperta curiosidade para vê-los mais tarde. Tal como a Doom Patrol, um grupo de personagens diversificado e carismático, que poderemos vê-los mais tarde numa série deles já confirmada. Escolheram bem o actor que interpretou Jason Todd, jovem, energético, provocador… E Donna Troy abrilhantou um pouco mais aqueles dois últimos episódios.

Como não podia deixar de ser, a série está recheada de easter eggs, como por exemplo a referência a Alfred Pennyworth e a Bruce Wayne, á Liga da Justiça, chegamos a ter um peek da batcave, e mesmo alguns flashbacks do passado de Dick Grayson que estão ligados a Bruce Wayne, embora ele nunca apareça, só vislumbres e nas sombras.
Um dos aspectos mais positivos da série é a ação, com uma boa coreografia ao nível da série “Arrow”. O guarda-roupa esteve mais ou menos, apesar de o fato de Robin ser bom, o de Kory, por exemplo, é pavoroso. Não sou fã da cinematografia, demasiado escura, sem vida.

Já em relação ao elenco, uns brilharam mais que outros. Brenton Thwaites até que nem é um mau Dick Grayson, embora como já referi, alguns aspectos da sua personalidade não são tidos em conta. Mas, isso a culpa não é do actor, mas do material. O mesmo acontece com Anna Diop, nota-se que é uma boa actriz, mas devido ao material, não consegue ser a Starfire ideal. Teagan Croft, na minha opinião, não foi a melhor escolha para interpretar uma personagem complexa como é Raven. Ryan Potter é adorável como Garth. Os restantes actores, desde os escolhidos para a Doom Patrol, Jason Todd e para Hawk e Dove, foram escolhas certas.

Em conclusão, esperava mais desta série live action “Titans”. Apesar de alguns boas escolhas e bons momentos, outros aspectos ficaram a desejar. Deveria ter abraçado mais a alma do grupo de heróis nas comics, para haver um equilíbrio maior entre a ação e a violência e a comédia, esperança e simplicidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Melhores 2018 (parte 2)

stay asyou are

“Altered carbon”

Baseada na obra de Richard K.Morgan, “Altered Carbon” é uma distopia futurista ao estilo de “Blade Runner” ou “Ghost in the Shell”. A nova série da Netflix mostra-nos uma sociedade no futuro na qual é hábito a prática de troca de corpos. A consciência de um ser humano é armazenada em “stacks”, logo esse stack pode ser transferido para um clone ou outro corpo diferente. E é nesta sociedade que, após 250 anos de confinamento, o mercenário Takeshi Kovacs acorda noutro corpo. Ele é contratado por um homem da alta sociedade para descobrir o autor do seu próprio assassinato. Nesta investigação, Kovacs conta com a ajuda de uma polícia mexicana, um ex-militar e um robô com inteligência artificial. uma série obrigatória para quem seja fã do cyberpunk, ou mesmo para quem gosta de séries que levantam uma série de questões sobre a condição humana.

“Bodyguard”

David Budd é um veterano de guerra que agora trabalha para o Serviço de Polícia Metropolitana de Londres. Quando ele é designado para ser o guarda-costas da secretária do Ministério de Administração Interna do Reino Unido, cuja política representa tudo o que despreza, Budd vê-se dividido entre o dever e as suas crenças. é uma série dramática intensa que apesar da abordagem de temáticas intrincadas, não deixa de entreter ao máximo a audiência. É viciante. E, já se perspetiva no futuro uma 2ª temporada.

“Castlevania”

Baseado num jogo de vídeo japonês, esta série conta a lenda de que a cada 100 anos Drácula ressuscitaria dos mortos com o único objetivo de dominar a Terra. Os únicos capazes de impedir tal ameaça são os membros da família Belmont, caçadores de vampiros. Assim, Trevor Belmont junta-se a Alucard, o filho de Drácula, e a Sypha, uma praticante de magia, para derrotar Drácula e o seu exército. A 2ª temporada de “Castlevania” continuou a boa qualidade apresentada anteriormente, aprofundando Drácula e deixando algumas pistas do que acontecerá no futuro.

“Counterpart”

Este thriller de espionagem segue um homem chamado Howard Silk (protagonizado por J.K. Simmons), um funcionário da área burocrática de uma agência de espionagem da ONU, com sede em Berlim. Mas, tudo muda quando Howard descobre que sua organização protege o segredo de uma travessia para uma dimensão paralela, e que a sua contraparte, lhe vem pedir ajuda. Uma boa série de espiões, com bons diálogos e cenas de ação, e que deixa no ar a ideia: Será que podemos fugir daquilo que realmente somos?

“Daredevil season 3”

Inspirado na banda desenhada “Born Again”, a nova temporada de “Marvel’s Daredevil” acompanha Matt Murdock após os eventos finais de “The Defenders”. Matt Murdock volta a usar o uniforme preto e rejeita a alcunha de herói. Mas, quando o seu arqui-inimigo Wilson Fisk é libertado da prisão, Matt deve escolher entre se esconder do mundo ou aceitar o seu destino como o Demónio de Hell’s Kitchen. esta 3ª temporada de “Marvel’s Daredevil” é das melhores temporadas televisivas do ano devido à sua excelente qualidade em todos os parâmetros: um argumento mais realista, com novas personagens fortes, sem as personagens que só ocupavam espaço (como Claire Temple), e mantendo a qualidade na realização, edição, ação… Uma história sobre a queda e ascensão de um herói, mas que também fala da perseverança do espírito humano, de redenção e de segundas oportunidades.

“Mayans MC”

“Mayans MC” é uma série dramática de Kurt Sutter e Elgin James, um spin off da série “Sons of Anarchy”. A história passa-se num mundo pós Jax Teller, no qual EZ Reyes é um pretendente a integrar os Mayans MC, próximo da fronteira entre a Califórnia e o México. Agora, EZ deve encontrar o seu caminho, numa cidade na qual ele já foi o prodígio com o sonho americano ao seu alcance. “Mayans M.C.” merece que os antigos fãs de “Sons of Anarchy” lhe dê uma oportunidade, pois apesar de ainda não ser de tão boa qualidade, consegue prender o/a espectador/a. E, para quem não viu “SOA”, também poderá ver a série, pois é a sua própria história. E, é uma série com temática de motas e motards, o que não deixa de ser cool, e não existem muitas desse género específico.

“Patrick Melrose”

Baseado na série literária de Edward St. Aubyn, esta série narra a vida angustiante de Patrick Melrose, da sua infância traumática, ao abuso de substâncias na fase adulta e, por fim, em sua recuperação. “Patrick Melrose” é uma série que atinge a melhor qualidade em todos os aspectos: realização, elenco, design de produção, argumento… É, sem dúvida, umas das melhores séries do ano, e Benedict Cumberbatch tem uma das suas melhores interpretações. Uma série que nos mostra como os traumas na infância influenciam a vida adulta, mas também nos dá uma mensagem de esperança e resiliência.

“Westworld” season 2

Esta 2ª temporada criou expectativa nos fãs. E, começa logo após a rebelião dos Hosts e do assassínio de Ford. No começo de um novo dia no parque, já não existe um guião e os Hosts têm liberdade de escolha. Uma série que marca pela originalidade da sua história, pelas questões do que significa ser humano, mas também pela qualidade que exibe em todas as vertentes.