“The Invisible Man” 2020

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Horror, Mistério, Ficção Científica

Realização: Leigh Whannell

Argumento: Leigh Whannell

Elenco: Elisabeth Moss, Oliver Jackson-Cohen, Harriet Dyer…

Neste filme, quando o ex abusivo de Cecilia tira a própria vida , ela suspeita que a morte dele tenha sido uma farsa. Cecília esforça-se para provar que está ser perseguida por alguém que ninguém pode ver.

Cecília vive isolada e prisioneira dentro da própria casa, sofrendo de abusos por parte do próprio namorado. Assim, a meio da noite, decide fugir e deixar essa vida para trás. Contudo, mesmo em segurança em casa de amigos, Cecília sente-se assustada. Mais tarde, tem conhecimento de que o seu ex-namorado cometeu suicídio e deixou-lhe parte da fortuna. Se num primeiro momento Cecília sente-se livre e pronta para novas oportunidades, passado algum tempo ela começa a reparar em coincidências algo estranhas, e sente-se sempre observada. Sendo o ex um génio do campo da óptica, Cecília junta as peças e percebe que ainda está a ser perseguida pelo seu ex. O problema é que ele está invisível a olho nu, é difícil convencer os outros dessa realidade, pois parece impossível.

Leigh Whannell assume a realização e o argumento deste filme, e talvez tenha aqui o seu melhor desempenho em ambas as vertentes. Com experiência na escrita e realização de material de horror e suspense, “The Invisible Man” é a sua praia. Desde o início do filme, sente-se uma atmosfera pesada e tensa. Atmosfera que se vai intensificando ao longo do filme quando Cecília sente-se observada e tem medo de algo que não consegue ver. Consegue-se sentir o seu medo, e não deixamos de nos sentir arrepiados. Esta sensação é provocada no espectador, graças ao excelente trabalho de realização. Trabalho esse que recaiu numa atenção ao detalhe exímia, e na técnica de sugestão de câmara. Contudo, o argumento falha ao não dar a conhecer Adrian, pouco ficamos a saber dele.

Claro que este filme não conseguiria ter sucesso, se não fosse pelo excelente desempenho de Elizabeth Moss. Apesar de se tratar de um filme de ficção, não deixamos de sentir empatia pela personagem e importarmo – nos com ela, que sofre na pele um problema bem real. Contracenar com algo invisível, foi sem dúvida um exercício de imaginação por parte da atriz.

“The Invisible Man” revelou ser uma bela surpresa, transformando o seu argumento relativamente simples, num produto de exemplo em termos realização do género do suspense.

Classificação – 4 em 5 estrelas

“Anohana” Anime

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Animação, Aventura, Drama

Realização: Tatsuyuki Nagai, Patrick Seitz, Kenichi Imaizumi…

Argumento: Chouheiwa Busters, Mari Okada, Patrick Seitz

Elenco: Miyu Irino, Ai Kayano, Haruka Tomatsu…

Episódios: 11

Um grupo de seis amigos de infância separa-se após um deles, Meiko Honma, morrer num acidente. Dez anos depois, o líder do grupo, Jinta Yadomi, isola-se da sociedade e vive recluso. Num dia de verão, porém, Menma aparece para Jinta, com uma aparência mais velha, pedindo-lhe ajuda para realizar o seu último desejo. Ela acredita que precisa de realizá-lo para cumprir o seu destino. Só que Menma não se lembra de qual era o desejo, fazendo com que Jinta reúna os amigos de infância outra vez, pois acredita que eles sejam a chave para resolver esse problema. No entanto, os sentimentos escondidos, os conflitos internos e a persistência dos sentimentos de tristeza pelos pais de Menma, resultam em complicações para o grupo, enquanto eles lutam não só para ajudarem Menma, mas a si mesmos.

Este é um daqueles animes puramente emocionais que mexe com as nossas emoções. Logo no início da história, seguimos Jinta, que é seguido de perto pelo espírito da sua amiga de infância Menma. A perda de Menma fez com que Jinta se aliasse do mundo lá fora, e como isso já não bastasse, Jinta não percebe o porquê da aparição de Menma. Ao que Menma esclarece, ela acha que falta-lhe realizar um desejo para assim seguir em frente e ficar em paz. Mas, Jinta não se recorda desse desejo, e Menma diz também não se lembra. Menma pensa que alguém do resto do grupo de amigos pode saber, o que implica que Jinta lhes peça ajuda. Contudo, depois da morte de Menma, o grupo separou-se. Os seus queridos amigos tinham seguido rumos diferentes, e tinham escolhido se afastar uns dos outros. Contudo, e para ajudar Menma, Jinta decide contactar os amigos, e levá-los também a ajudar Menma.

Ao assistir o anime, depressa percebemos que esta jornada é tao mais importante para Menma como para os seus amigos. De certa forma, percebemos que nenhum deles fez realmente o luto, e se calhar também por isso eles afastaram-se. E, todos tiveram diferentes relações com Menma e todos lidaram com a sua morte á sua maneira, mas todos se sentiam de certa forma culpados. E, todos sentiam a sua falta. De esperar, neste argumento o drama está muito presente, contudo também existem alguns apontamentos de comédia. O argumento trata esta jornada emocional de forma coerente, cruzando bem o presente com as memórias do passado. Apesar de ser um anime relativamente pequeno, foi-nos dado tempo para conhecer cada personagem, respeitando assim a sua individualidade.

“Anohana” é um anime lindíssimo que lida com a questão do luto, da amizade e dos traumas de infância, algo que é aplicado á vida real. Mas, o anime não deixa de ter a magia anime já habitual deste tipo de séries.

Episódio 7 “Personagens que adoramos odiar”

E, está online mais um episódio de podcast das Take 3. Desta vez, sobre os vilões da história.

Cada boa história que se preze tem o seu vilão, aquele que está ali só para contrariar e fazer das suas. Seja para ter mais poder, força, para ser o melhor do mundo, mais rico, ou apenas porque gosta de ser do contra. Estas personagens são das peças mais importantes de uma história. Mas há vilões e vilões. Vilões que desejamos pelo seu fim pois já nos estão a enervar, outros que que não saem da cepa torta e até são aborrecidos, e ainda aqueles que apesar de não fazerem o bem, não deixamos de gostar de odiá-los. São personagens que são os maus da fita, que nunca seríamos amigos deles, mas que por isso também são mais complexas e interessantes do que os ditos de heróis e até dá gozo vê-los no ecrã.

Existe uma enorme lista de hipóteses, por isso descubram as nossas escolhas.

Episódio 7 – Personagens que adoramos odiar Take 3

Cada boa história que se preze tem o seu vilão, aquele que está ali só para contrariar e fazer das suas. Mas mesmo assim eles são as personagens sem as quais a história não seria a mesma. Deixamos aqui algumas das que mais nos marcaram. 
  1. Episódio 7 – Personagens que adoramos odiar
  2. Episódio 6 – Remember Game of Thrones
  3. Episódio 5 – May the Fourth Be With You
  4. Episódio 4 – Quarentena com a Netflix
  5. Episódio 3 – Os animes que nos definiram

“Bad Boys For Life” 2020

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Ação, Comédia, Crime

Realização: Adil El Arbi, Bilall Fallah

Argumento: Chris Bremner, Peter Craig, Joe Carnahan

Elenco: Will Smith, Martin Lawrence, Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig…

A polícia de Miami e sua equipa de elite AMMO terá de derrubar Armando Aretas, chefe de um cartel de drogas. Armando é um assassino com uma natureza cruel e provocadora. Para além disso, ele foi enviado pela mãe para matar Mike.

Passaram-se 25 anos do primeiro filme “Bad Boys”, e agora 17 anos desde “Bad Boys II”. Mike Lowrey e Marcus Burnett, a dupla de detetives mais conhecida de Miami está de volta para esta terceira aventura. Ora, o filme começa com a típica cena da condução acelerada de Mike, com Marcus a resmungar do lado. Tudo isto para a dupla chegar a tempo de ver o recém-nascido neto de Marcus (que é filho de Reggie, o namorado assustado da filha de Marcus). Daí percebemos que estes detectives veteranos estão mais velhos, mais sábios e mais calmos? Se por um lado, Marcus vê-se realizado a nível pessoal e profissional, aceitando a futura reforma; Mike continua solteiro e a gozar a vida, não aceitando o avançar da idade. Contudo, esta paz é perturbada por Isabel e Armando Aretas, que procuram vingança de todos os envolvidos na prisão do patriarca da família. Sendo um deles, Mike Lowrey.

O argumento deste filme é relativamente simples: o objetivo é apanhar o criminoso. Contudo, em relação aos filmes anteriores este tem uma história mais pessoal e os vilões têm um passado com uma das personagens. O que ajuda ao investimento na história. Apesar dos vilões não serem propriamente inesquecíveis. Como seria de esperar de um filme desta saga, comédia e ação não faltam. A dupla está sempre com contantes piadas e bocas, já para não falar que se metem em situações bastante caricatas, em que tudo lhes acontece. Também temos de volta o capitão Howard, que se irrita sempre com o comportamento inconsequente da dupla. Para além disso, a dupla conta com ainda com a ajuda da equipa AMMO, um grupo de jovens agentes treinados, especializados em táticas de alta tecnologia e criminologia avançada, o que resultou numa espécie de luta entre a velha guarda e os novatos, que estão divididos entre a admiração e a dúvida dos métodos pouco ortodoxos da dupla. Já a dupla de realizadores não traz nada de novo ao género, tirando inspiração em algumas cenas do estilo Michael Bay dos filmes anteriores. Não falta nada: perseguição, explosões barulhentas, tiroteios…

Sem dúvida, que o chamariz do filme é a dupla de actores Will Smith e Martin Lawrence. A química entre os dois é notável, e funciona no grande ecrã. Will Smith tem o “star power” de homem de ação e estilo, já Martin Lawrence é o cómico, e dão o melhor ao interpretar estes dois polícias com personalidades muito diferentes, mas que são como irmãos. Nem parece que esta dupla não contracena há 17 anos.

“Bad Boys For Life” preenche os requisitos mínimos de qualquer filme de ação, resultando em entretenimento garantido para a audiência. Mas, que não seria o mesmo sem o carisma da dupla de actores Martin Lawrence e Will Smith.

Classificação – 3,5 em 5 estrelas

“Violet Evergarden” season 1

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Animação, Drama, Fantasia

Realização: Haruka Fujita, Taichi Ishidate, Shinpei Sawa, Noriyuki Kitanohara…

Argumento: Kana Akatsuki, Reiko Yoshida, Tatsuhiko Urahata…

Elenco: Yui Ishikawa, Takehito Koyasu, Daisuke Namikawa…

Episódios: 14

Com o fim da guerra, Violet Evergarden precisa de recomeçar a sua vida. Para isso, aceita um emprego como escritora de cartas, onde poderá encontrar a sua verdadeira identidade e enfrentar o seu passado.

Violet Evergarden é um romance japonês escrito por Kana Akatsuki e ilustrado por Akiko Takase. Ganhou o primeiro lugar na categoria de romance no quinto evento da Kyoto Animation Award’s em 2014, a primeira light-novel a ganhar um prémio deste nível nas três categorias da competição (romance, cenário e mangá).

Esta história fala sobre Violet, que foi treinada desde cedo para ser uma arma de guerra. Sempre foi considerada pelos outros como um objecto, e nunca como um ser humano, logo Violet era destituída de qualquer emoção. Isto até encontrar o major Gilbert Bougainvillea, a primeira pessoa que tratou Violet como igual, como alguém que merece respeito. O major mudou a vida de Violet para melhor. Depois de perder a única pessoa que significava algo para si e de perder os dois braços no fim da guerra, Violet precisa de encontrar um novo propósito para a sua vida. Claudia Hodgins, um ex-oficial e amigo de Gilbert e agora um presidente de uma agência de correio, procura ajudar Violet, pois assim prometeu ao colega. Violet começa a interessar-se pelo trabalho das Auto Memories Doll. Estas consistem em escritoras profissionais, especializadas em correspondência pessoal.

O argumento deste anime tem uma história cativante. Violet, marcada pela experiência da guerra, mas também pelas últimas palavras do major Bougainvillea, tenta seguir em frente. E, ela escolhe ser uma boneca automática, o que á primeira vista não parece ser o mais apropriado para ela. As bonecas automáticas tem de saber traduzir para papel os sentimentos que as pessoas lhes transmitem. Como esteve sempre no exército, e apenas teve uma relação significativa, Violet é pragmática e algo fria e distante. E, apesar de compreender a parte técnica do trabalho, a parte emocional fica aquém. Mas, não quer dizer que Violet não tinha sentimentos, ela apenas não os consegue verbalizar. Aliás, é um desses motivos que a levam a aceitar o trabalho, ela quer compreender as últimas palavras que o major lhe disse. Aos poucos, Violet consegue mudar a vida dos que estão á sua volta, e ela própria cresce como pessoa. Uma história emocionante, não só a de Violet, mas também a dos seus clientes. Realmente, se percebe que as cartas têm um significado e podem ter um impacto significativo na vida das pessoas. E, tudo depende da forma como as bonecas transmitem esses sentimentos para o papel. Para além de Violet, o anime tem outras personagens também elas com a sua contribuição para a história, maioria delas trabalha na mesma empresa de correios. Há que realçar que este argumento também não esconde o lado mais traumático e feio da guerra. Não só pelo passado de Violet, mas também pelo passado de outras personagens com que ela se cruza.

Sem dúvida, que a excelente qualidade da animação do anime chama a atenção. Desde a cor, ao movimento, á luz, a atenção ao pormenor. Já a banda sonora também fica no ouvido. É doce e dramática, ao mesmo tempo.

“Violet Evergarden” é um excelente anime dramático sobre a história de crescimento pessoal da protagonista. Uma história de superação e perseverança. A excelente qualidade da animação é um factor chave, tal como a sua banda sonora. E, a história de Violet ainda não terminou, já que uma segunda temporada e um filme já estão confirmados.