“Star Wars: The Bad Batch” season 1

Animação, Ação, Aventura

Criado por: Jennifer Corbett, Dave Filoni

Realização: Brad Rau, Steward Lee…

Argumento: Jennifer Corbett, Dave Filoni…

Elenco: Ming-Na Wen, Dee Bradley Baker, Michelle Ang…

Episódios: 16

Spin-off da animação “Star Wars: The Clone Wars”, “The Bad Batch” conta a história de uma tropa de elite formada por clones altamente habilidosos e geneticamente diferentes. Difícil de ser derrotada, a equipa luta para se manter ativa e encontrar um novo propósito após a longa Guerra dos Clones. No meio de tantas mudanças, estes soldados acabam por se tornarem mercenários e embarcam numa série de missões pela Galáxia.

O universo “Star Wars” continua a expandir-se e a introduzir novas personagens que seguem em novas aventuras. Nesta série, seguimos a Força Clone 99 que já foi previamente apresentada na última temporada de “Star Wars: Clone Wars”, e a que agora tem um lugar de destaque. Acompanhamos estas personagens a partir do momento que a Ordem 66 entra em vigor.

O argumento da temporada, no geral, consegue transmitir a mística do universo “Star Wars” e desperta nostalgia ao mesmo tempo que explora novos personagens e histórias. O primeiro episódio começa a partir do momento que a ordem 66 é dada ao exército clone e explora o que acontece depois. Aliás, vê-se um novo prisma desta fase e desta transição da República para o Império, que consequentemente deixa aos poucos os clones para os stormtroopers, o que provoca alguma confusão principalmente na Força 99. A Força 99 depressa de desmarca do Império e foge de Kamino, com uma nova aliada, Omega. Já um dos irmãos da Força 99, Crosshair, fica para trás, mantendo-se leal ao Império. Durante a temporada, seguimos as aventuras da Força 99 pela galáxia, enquanto tenta se manter fora do radar do Império, e proteger Omega de caçadores de recompensas, que parece ter algum valor para o Império. Durante as suas aventuras, cruzam-se com novas personagens como Sid e também com personagens que já não são estranhas: Rex, Hera Syndula ou Fennec Shan. O argumento é mais interessante quando explora Kamino, as experiências de clonagem ou quando a equipa se cruza com outras personagens já conhecidas dos fãs. A ação e as cenas de batalha também são iguais a si próprias de Star Wars e são satisfatórias. Contudo, o argumento tem problemas de ritmo ao ter histórias pouco interessantes e relevantes para a história em geral, como por exemplo quando trouxeram de volta as irmãs de Clone Wars. O argumento ganharia ao focar-se mais no mais importante para o panorama em geral e ao ter menos episódios. Queríamos mais tempo com Rex, com os clones e aventuras mais relacionadas com o Império; mais emoção nas histórias.

Em suma, e apesar do exagero do número de episódios o que se traduziu em demasiadas histórias fillers, vale na mesma a pena assistir a 1ª temporada de “The Bad Batch” pelo carisma das personagens da Força Clone 99 e por aquelas aventuras que levaram a explorar histórias pertinentes para o universo Star Wars e que despertam a nostalgia nos fãs.

Novidades do Tundum (Evento online da Netflix)

O serviço de streaming “Netflix” organizou o Tundum, um evento digital no qual divulgou as próximas séries e filmes que chegarão ao ecrãs dos fãs espalhados pelo mundo. Aqui ficam algumas dessas novidades.

CINEMA

Clip “Red Notice”

Teaser “Extraction 2”

Trailer “Army of Thieves

SÉRIES

“Stranger Things” season 4 – Casa Creel

Clip “La Casa de Papel” parte 5

First Look “Ozark” season 4

“Bridgerton” season 2

First Look “The Sandman”

Teaser “Cobra Kai” season 4

Trailer “Arcane”

First Look “Vikings: Valhalla”

Intro “Cowboy Bebop”

Anúncio “The Crown” season 5

“The Witcher” season 2

“A Quiet Place Part II” 2020

Drama, Horror

Realização: John Krasinski

Argumento: John Krasinski

Elenco: Emily Blunt, Millicent Simmonds, Cillian Murphy…

Logo após os acontecimentos do primeiro filme, a família Abbott precisa agora enfrentar o terror no mundo exterior, enquanto continua a lutar para sobreviver em silêncio. Obrigados a se aventurarem pelo desconhecido, eles rapidamente percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças que os observam.

“A Quiet Place II” era uma das estreias mais esperadas, depois do sucesso algo inesperado do primeiro filme. Contudo, a estreia do filme foi constantemente adiada por causa da pandemia que fechou as salas de cinema. O filmes estreou finalmente, e pode-se afirmar que não desiludiu.

Esta continuação é algo diferente do primeiro filme, derivado ao que aconteceu na história. A família Abbott teve de deixar a segurança de casa e agora enfrentar o desconhecido e o terror do exterior. Logo, o argumento abre-se mais e explora um pouco do mundo exterior. O que dá oportunidade também das personagens seguirem por diferentes jornadas e conhecermos um pouco mais das suas personalidades. A tensão e o suspense também estão sempre presentes no filme, e a sequência de abertura brilhantemente filmada estabelece os limites de tensão incrivelmente elevados para as cenas subsequentes com os monstros. Apesar de nessa sequência inicial se focar no dia 1 desta nova realidade, e tal como no primeiro filme e bem, a história foca-se nas personagens e não nas criaturas. Talvez uma das poucas críticas que se pode fazer se prende com o facto deste filme ser menos impactante emocionalmente. Neste segundo projecto, John Krasinski assume novamente o duplo papel de realizador e argumentista e consegue agarrar o interesse dos espectadores de início ao fim e a execução, não só da realização mas como a cinematografia e a edição, estão no ponto. Tal como o filme original, a maioria dos diálogos são executados por linguagem gestual, por isso, a narrativa também é desenvolvida através de storytelling visual.

O elenco é, também, absolutamente magnífico. Emily Blunt e Cillian Murphy trazem a sua experiência e qualidade. Contudo, são Noah Jupe e Millicent Simmonds que roubam os holofotes aos colegas mais experientes, ao terem mais tempo de antena e terem interpretações mais emocionais.

No filme “A Quiet Place II”, John Krasinski não replica o primeiro filme, evolui este segundo projecto e torna-o numa das melhores sequelas de horror de sempre. Sem dúvida, é para já um dos melhores filmes de ano.

Classificação – 4 em 5 estrelas

“Miracle Workers” season 3

Comédia, Drama, Fantasia

Criado por: Simon Rich

Realização: Dan Schimpf, Steve Buscemi

Argumento: Kelly Lynne D’Angelo, Andrew Farmer…

Elenco: Daniel Radcliffe, Geraldine Viswanathan, Karan Soni…

Episódios: 10

Passada em 1844, “Miracle Workers: Oregon Trail” acompanha um padre idealista de uma pequena cidade que se junta a um fugitivo procurado e a uma esposa aventureira, para liderar um grupo até ao Oeste pelo Oregon Trail, através de uma paisagem americana que, tal como hoje, é repleta de desafios.

A primeira temporada de “Miracle Workers” surpreendeu bastante pela sua criatividade e arrojo. Já a segunda temporada, optou por explorar uma época da história com uma mudança nas personagens, mas mantendo o elenco. O que é algo que acontece também nesta terceira temporada. Mas, desta vez a temporada passa-se na época de cowboys nos EUA. O padre Ezekiel pede ajuda ao bandido Benny para ajudar a sua comunidade a se mudar para o Oregon, para melhorarem o estilo de vida.

O argumento da 3ª temporada tenta superar a perda do elemento de Simon Rich como showrunner e tenta encontrar a sua própria voz. E, talvez se tenha notado a sua ausência, pois esta temporada não é tão rica como as anteriores. Num primeiro momento, são nos apresentadas as variadas personagens e as suas circunstâncias. Tal, como o cenário. Depois, o grupo segue na sua jornada até ao Oregon que é cheia de peripécias. No argumento desta terceira temporada não faltam as paródias e o típico sentido de humor da série, tal como a religião que está sempre presente. Contudo, nota-se que o humor não é tão engraçado e os diálogos não tão interessantes. Talvez o melhor do argumento se prenda com as jornadas de crescimento das duas personagens de Benny e Ezekiel.

A 3ª temporada de “Miracle Workers” mantém o espirito da série com um argumento que mistura a comédia e a sátira e que se revela ainda um escape da maioria de oferta de séries dramáticas na tv. Contudo, será difícil superar o conceito original da primeira temporada.

“The Suicide Squad” 2021

Ação, Aventura, Comédia

Realização: James Gunn

Argumento: James Gunn

Elenco: Margot Robbie, Idris Elba, John Cena, Daniela Melchior…

O Esquadrão Suicida está disposto a fazer qualquer coisa para escapar da prisão. Armados até os dentes e rastreados por Amanda Waller, eles são enviados para a remota ilha Corto Maltese, repleta de adversários e forças de guerrilha. O grupo de supervilões procura a destruição, mas basta um movimento errado para acabarem mortos.

O novo filme “The Suicide Squad” da Dc não é um reboot, nem sequela, é mais uma nova adaptação que se sustém sozinha no universo. E, talvez seja justo dizer que este filme é aquilo que o filme de 2016 deveria ter sido. Neste filme, Amanda Waller dá uma missão perigosa á Task Force X composta pelo Bloodsport; pelo homem que atira bolinhas também conhecido por Polka Dot Man; já usual Harley Quinn; pelo Peacemaker que vai ter a sua própria série; pelo King Shark; pelo aventureiro Coronel Rick Flag; e pela millenial Ratcatcher 2, entre outros. A missão consiste em se infiltrarem em Corto Maltese e destruírem um complexo, o que não esperavam era que um vilão intergaláctico colocasse em risco não só a equipa mas toda a cidade.

James Gunn escreveu e realizou este filme no qual teve total liberdade da Dc para realizar/escrever o filme como bem entendesse. Ora, esta liberdade criativa resultou em favor não só do realizador, mas também do filme. James Gunn fez no filme o que sabe melhor, ao criar uma argumento no qual mistura o drama e o ação, com o seu habitual sentido de humor. James Gunn levou á letra o nome da equipa, e realmente nenhuma das personagens teve o luxo de estar a salvo, o que trouxe uma real noção de risco ao filme. Já as mortes foram exageradas, engraçadas ou mesmo tristes, um pouco de tudo. Mas, isso não se traduziu num desleixo no tempo em ecrã das personagens pois, conseguiu-se compreender as personagens e as suas motivações, sem grande exposição. A imprevisibilidade foi uma das características que mais se notou, pois houve várias voltas e reviravoltas no argumento. Contudo, o argumento apresentou algumas falhas: o vilão do filme é unidimensional e não foi apelativo; a personagem de Harley Quinn em certas alturas pareceu algo deslocada da dinâmica da equipa, a história pessoal de Bloodsport pareceu repetida e o número de personagens apresentadas na sequência inicial pode se tornar algo avassaladora, tal como a rapidez do número de mortes. Por outro lado, notou-se n filme um estilo forte e fortemente influenciado pela banda desenhada.

Já no que diz respeito ao elenco, pode-se referir que foram as escolhas certas. Viola Davis continuou a roubar qualquer cena que entrou, sendo a melhor atriz do elenco. Margott Robbie continuou a provar que é a escolha certa para interpretar Harley Quinn. Já o actor Joel Kinnaman beneficiou do argumento de James Gunn que melhorou a sua personagem Rick Flag, da sua dinâmica com Harley Quinn. Idris Elba e John Cena foram das personagens que mais se destacaram e tiveram uma química no ecrã fantástica. Há que referir também a portuguesa Daniela Melchior que interpretou Ratcatcher 2 e David Dastmalchian (Polka-Dot Man) que foram o coração e emoção do filme.

“The Suicide Squad” é uma viagem sangrenta e caótica que mantém o interesse do público do início ao fim que equilibra a história e a imprevisão , ao mesmo tempo que faz justiça á equipa. James Gunn dá-nos uma experiência intensa que depressa se tornou um dos melhores filmes da DC.

Classificação – 4 em 5 estrelas

“Physical” season 1

Comédia, Drama

Criada por: Annie Weisman

Realização: Stephanie Laing, Liza Johnson, Craig Gillespie

Argumento: Annie Weisman, Rosa Handelman…

Elenco: Rose ByrneRory Scovel, Dierdre Friel…

Episódios: 10

Sheila Rubin é uma dona de casa quietamente atormentada numa San Diego dos anos 80. Apesar da fachada passiva, internamente, ela luta contra alguns demónios pessoais e uma viciosa voz interior que a torturam constantemente. As circunstâncias começam a mudar quando ela descobre a aeróbica, e mergulha numa jornada a caminho do empoderamento e do sucesso.

Se pensava-se pelo trailer que esta série ia ser ao estilo de “Glow”, logo no primeiro episódio é mostrado logo o contrário. Sheila, depois de uma juventude livre e idealista nos anos 60, vê-se agora presa numa rotina na qual cuida da sua família, enquanto que tenta manter uma aparência cuidada e serena. Vê essa tarefa ainda mais complicada quando o marido perde o emprego e tenta concorrer a um cargo político. Ela vê as finanças a desaparecerem, pois durante este tempo esse dinheiro esteve a financiar o seu problema de adição de comida. Um problema de que ela esconde de tudo e todos, e que lhe causa angústia e tristeza. E, que a enrola ainda mais na mentira de uma aparência calma e serena, e no quase assumo de outra personalidade. Com a entrada do marido na política, essa pressão aumenta ainda mais. Mas, Sheila vê uma luz ao fundo do túnel quando experimenta uma aula de aeróbica, um sítio no qual ela se sente livre e ela mesma. O argumento equilibra o drama e a comédia, e a complexidade da situação de Sheila gera uma tensão constante do início ao fim dos episódios. A trama nunca pára, e nem deixa respirar dos momentos tensos constantes. Sente-se o desespero e a irritação de Sheila para com a apatia do marido e do seu gestor de campanha. O diálogo é credível e bem estruturado dividido por aquele que as personagens dizem em voz alta e o diálogo sincero e por vezes engraçado de Sheila. Para além disso, o argumento não descura o necessário contexto social e politico da época de forma a entender como isso tem impacto nas personagens e nas suas escolhas. Tecnicamente, a série apresenta qualidade na realização, a edição, e cinematografia e a banda sonora.

No que diz respeito ao elenco, Rose Bryne é o destaque e mostra que foi a escolha perfeita para interpretar esta personagem. Uma personagem assolada permanentemente por pensamentos negativos, mas que tenta manter uma aparência serena. Contudo, a atriz consegue pela sua postura corporal dar pequenas pistas que nem tudo está bem. Uma personagem como tantas outras de que se sente presa e algo arrependida de ter deixado os seus sonhos para trás para bem da família. Já o elenco secundário, também se mostraram capazes do desafio e apoiar a interpretação de Rose bryne.

Em suma, “Physical” é uma comédia negra dramática que se destaca pela sua criatividade e pela sua intensidade no argumento. Uma série de qualidade em todas as vertentes, e que por isso mesmo já foi renovada pela Apple Tv para uma segunda temporada. Uma das melhores estreias do ano.