Game of Thrones – Personagens influentes – Parte 1

Crítica Conjunta - GOT - Parte 1

Quem é fã de “Game of Thrones” espera com ansiedade e curiosidade o mês de abril, o mês da estreia da última temporada. Foi uma longa jornada, e quase parece mentira que a série vai acabar, mas o momento está a chegar. Uma série que sempre despertou emoções fortes e que se sempre se distinguiu de outras séries pela sua qualidade na realização e no argumento. E, pela inconfundível banda sonora.

Então, como fãs fiéis e acérrimas de “GOT” (BeautifulDreams, MoreThanEntertainment e Tagarela Geek), resolvemos fazer um pequeno resumo das personagens mais relevantes, e tentar adivinhar o que as espera no futuro. Pois, não faltará muito para lhes dizermos adeus.

Este é apenas o primeiro de uma série de artigos que vamos publicar ao longo das próximas semanas, cada um focando-se em três personagens diferentes, contando um pouco do seu percurso no decorrer da série e deixando algumas questões sobre o qual será o seu destino nesta última temporada que se avizinha.

Assim sendo, aqui vão as personagens escolhidas desta semana.

Jorah Mormont

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Começou como um conselheiro de Daenerys, mas trabalhava duplamente como um espião de Varys. Um misto de sentimentos começaram a surgir. Tinha o seu dever para o Reino, mas por outro começou a apaixonar-se fortemente por Daenerys. Não demorou muito até a khaleesi descobrir as verdadeiras intenções da sua missão. Decidiu exilar o seu braço direito, aquele que lhe tinha prometido estar ao seu lado enquanto conquistava o Trono de Ferro. Sozinho, Jorah procura uma forma de conseguir voltar para a sua rainha. Encontra Tyrion no caminho e considera uma excelente oferta para receber o perdão e voltar para junto de Daenerys. Numa emboscada é infectado pela doença da pedra. Uma doença lenta, mas fatal. Volta para Meeren e salva Daenereys de ser assassinada e do conflito entre os Filhos da Harpia. Sensibilizada com esta ação, a Mãe dos Dragões, promete que só o aceita de volta se conseguir encontrar a cura para a sua terrível doença. Jorah assim o faz. Viaja a Westeros, onde por acaso encontra Sam Tarly que consegue eliminar a infeção. Decidido a ajudar Daenerys na sua jornada do direito de nascença para a Coroa dos Sete Reinos, Jorah volta para o seu lado. Sobre o seu destino, acredito que esta personagem continuará até ao final. Muitos acreditam que irá sacrificar-se por amor na batalha, ou então pode manter-se de coração destroçado, após a morte da sua amada (se isso acontecer). Uma coisa é certa, Jorah Mormont será fiel até ao fim a Daenerys.

Gendry

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O filho bastardo de Robert Baratheon é um favorito dos fãs. De origem humilde e ferreiro de ocupação, Gendry não sabia quem era o pai, mas mesmo assim o caos do jogo dos tronos veio-lhe para à porta. Leal, justo e amigo do seu amigo, Gendry conheceu Arya Stark quando os dois fugiam de King’s Landing num grupo que supostamente se juntaria à Patrulha da Noite. E, assim se tornaram amigos. Quando se juntou à Brotherhood without banners, o seu objetivo era defender e ajudar aqueles que mais sofriam com a Guerra dos Cinco Reis. Mas, mal imaginava que ia ser vendido a Melisandre. Ora, Melisandre precisava do seu sangue real para as suas magias. Mesmo depois de conhecer o sobrinho, Stannis Baratheon não amoleceu e queria matá-lo. Com a ajuda de Davos, Gendry fugiu. Esteve algum tempo ausente da história, até que Davos foi recrutá-lo para a guerra que se aproxima. Onde o encontrou? Mesmo debaixo do nariz de Cersei a forjar armas para os inimigos do pai. Seguiu com Davos para Dragonstone onde conheceu Jon Snow, e depressa simpatizaram um com o outro. Gendry fez parte da excursão ao norte da muralha e foi ele que correu como não houvesse amanhã para pedir ajuda. Gendry deve fazer parte do grupo que se encaminha para Winterfell, e irá se reencontrar com Arya. Gendry poderá ser um elemento importante na guerra que se adivinha, pois tem o seu valor como soldado. Mas, há quem acredite que, mesmo sendo bastardo, é ele o legítimo herdeiro do trono de ferro. Acho que isso nem lhe passa pela cabeça. Já outros fãs torcem para que ele e Arya se tornem um casal. Seja o que for que lhe aconteça, gendry não está livre de também ser uma das baixas da guerra, pois sem dúvida iria ser sentida pelos fãs.

Euron Greyjoy

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Capitão do navio Silence, o principal da frota de Ferro (Iron Fleet), tio de Theon Greyjoy e dos restantes Greyjoys, filhos de Balon, que era então rei do Salt Throne, Euron acabou por matá-lo, o seu próprio irmão e tomou o trono para si com o apoio de muitos Ironborn e persegue Yara e Theon, que entretanto se aliaram com Daenerys Targaryen.
Foi até Kings Landing, a convite de Cercei Lannister, à qual se aliou e fez tudo o que ela pediu em troca de uma promessa de casamento com ela.
Na mítica batalha da baía de Blackwater, em que enfrentou a frota de Daenerys, este conseguiu capturar Yara e Theon, tendo-os como reféns e Ellaria Sand, como um presente para a sua amada Cercei, matando as filhas desta com o príncipe Oberin Martell (Obara e Nymeria Sand) como uma vingança pela morte da filha de Cercei, a Myrcella Baratheon.
A última vez que o vimos, este tinha visto pela primeira vez um white walker, decidindo ali que eram demasiado perigosos para enfrentar frente a frente, perguntando mesmo ao Jon Snow se estes sabiam nadar, decidindo assim levar a sua frota para trás. Parece que revelou aqui o seu lado covarde, no entanto a Cercei comentou com o Jaime que este estava a caminho de Essos para transportar a Golden Company de volta para lutar por ela.  Será que este vai conseguir? Ou irá morrer nesta aventura?

Na próxima semana a saga continua com mais três personagens, quem serão? Aguardem pelo próximo artigo e descubram.

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“Bohemian Rhapsody” 2018

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Biografia, Drama, Musical

Realização: Dexter Fletcher

Argumento: Anthony McCarten

Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee, Ben Hardy, Joseph Mazello…

O filme conta a história por detrás da ascensão dos Queen, surgidos em 1970, através de uma sonoridade muito própria que oscilou entre o rock orquestral e a pop.

Devo confessar que estava bastante curiosa para ver este filme, já que dividiu opiniões. Mas até me surpreendeu e muito pela positiva.

O filme começou no emblemático concerto Live Aid, mas depressa nos levou para o passado para conhecer um jovem Freddie Mercury. Aliás um jovem Farrok Bulsara, esse era o seu nome verdadeiro, mas já era tratado por Freddie. Depressa percebemos que apesar de provir de uma família humilde e conservadora, Freddie era diferente e pensava fora da caixa, como se costuma dizer. Apesar de em meados de 1970 ainda trabalhar no aeroporto, ele almejava algo diferente para si. Numa altura em que Brian May e Roger Taylor procuravam um novo vocalista, Freddie juntou-se ao grupo e apenas mais tarde juntou-se o baixista John Deacon. Digamos que foi uma mistura perfeita de talento. E, assim o argumento guiou-nos pela jornada da banda Queen, a sua escalada para o sucesso, mas mais focado na perspectiva de Freddie Mercury. Conhecemos o seu primeiro amor, Mary, e entramos um pouco na vida privada de Freddie. Freddie era realmente um animal de palco, dotado de carisma e com um estilo inconfundível. E, era em palco que ele se sentia livre. Os restantes elementos do grupo sempre apoiaram a sua individualidade e criatividade. Mas, não existiria Queen sem cada um deles. Cada um contribuiu para o sucesso da banda, e todos gostavam de arriscar e primar pela diferença. Nem tudo era perfeito, contudo percebeu-se que realmente eram uma família.

O argumento equilibrou bem parte a mais artística e pública de Freddie Mercury com a banda e a sua vida privada.  Nunca se tornou aborrecido, aliás seria difícil pois estamos a falar de Freddie Mercury e de Queen, que também tivera a sua quota parte do glamour de sexo, drogas e rock and roll.

Uma nota para a cena final do filme que fez com que o mesmo acabasse de forma perfeita. Mesmo que o filme não prestasse (o que não acontece) valeria a pena ver por causa  dessa cena final. A energia transmitida foi contagiante. E, mais não digo.

O elenco foi, sem dúvida, uma parte fulcral para a boa qualidade do filme. Para começar, as semelhanças entre os quatro actores que interpretaram os membros da banda com os próprios membros da banda são extraordinárias. Escolheram mesmo os actores a dedo. Rami Malek interpretou na perfeição Freddie Mercury, reproduzindo o seu carisma e personalidade inconfundíveis.

A banda sonora, como não podia deixar de ser, ficou no ouvido ou não estaríamos a falar de um filme sobre os Queen.

“Bohemian Rhapsody” fez correr muita tinta mesmo antes de estrear devido á mudança de realizador a meio das filmagens. Depois, foi porque supostamente cronologicamente alguns dos factos não estariam correctos. O que é verdade, e é óbvio que para cinema alguns dos factos são exagerados para cinematicamente se tornarem mais dramáticos. Contudo, acho que nada beliscou de forma rude a realidade do que aconteceu e a pessoa de Freddie Mercury. “Bohemian Rhapsody” é um bom filme cinematicamente falando, atingindo altas notas em todas a vertentes. É um filme para desfrutar, e que sem dúvida será um must see várias vezes na minha lista de preferidos.

E, mais importante, é um filme que celebra o legado da banda Queen mas, principalmente do front man Freddie Mercury.

Classificação- 4 em 5 estrelas

 

 

 

 

“The Favourite” 2018

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Biografia, Comédia, Drama

Realização: Yorgos Lanthimos

Argumento: Deborah Davis, Tony McNamara

Elenco: Olivia Colman, Rachel Weisz, Emma Stone, Nicholas Hoult…

No início do século XVIII, em Inglaterra, uma frágil rainha Ana sobe ao trono, mas quem governa o país é a sua amiga Sarah. Quando uma nova criada chega ao palácio, irá ao encontro de Sarah graças aos seus encantos.

“The Favourite” é o novo filme de Yorgos Lanthimos, dentro de um género algo diferente do que ele está habituado. Um filme de época que foi distinguido no Festival de Veneza.

Então, a rainha viúva Ana da Grã-Bretanha conta com a ajuda da amiga Sarah Churchill, Duquesa de Malborough, para reinar o país. Depressa percebemos que as duas são próximas, e que Sarah Churchill é quem comanda verdadeiramente o país. Aliás, ela própria dispensa a rainha dos seus deveres, preferindo ser ela a tratar dos assuntos do reino. Uma relação algo co dependente, e que essa influência é percebida pelos outros que a rodeiam. Contudo, tudo muda quando a prima de Sarah Churchill, Abigail Spencer, se muda para o palácio. Abigail é gentil, mas depressa percebe que terá de entrar no jogos das politiquices e influências. Então, aprende e observa, para depois também ela manipular e influenciar. Daqui nasce um triangulo amoroso, sim que a relação de Sarah e Ana vai para além da amizade, e Abigail intromete-se no meio, exigindo para si a atenção. Ora, se Sarah diz que não mente a Ana e não anda com paninhos quentes, já Abigail ganha a sua afeição por se interessar pelos mesmos hobbies e por lhe dar espaço para tomar decisões. Um jogo de sedução e manipulação. Manipulação pois os líderes dos partidos cercam a favorita da rainha, para assim caírem nas boas graças da rainha.

De referir que Yorgos Lanthimos nunca quis realizar um filme historicamente fiel, por isso a sua história não é para ser levada muito a sério. Facto é que a Rainha Ana reinou em Inglaterra e contou com a ajuda de Sarah para o mesmo, e é verdade que depois Abigail ocupou o lugar de Sarah. Contudo, nunca se provou efetivamente se existiu qualquer relação amorosa. E, a rainha Ana não era assim tao influenciável como no filme dá a transparecer. Algumas das suas características foram talvez exageradas no filme, e outras nem por isso. Mas, quem estiver curioso que faça uma pequena pesquisa. Ora, e Yorgos Lanthimos é conhecido por realizar filmes algo diferentes, basta nos lembramos de “The Lobster”, um dos meus favoritos.

O filme é muito bem realizado, e editado, sendo dividido por actos. O argumento também é muito bem escrito, mesclando bem os géneros histórico e comédia. As excentricidades da nobreza na época são um exemplo disso, pois devido ao seu estatuto e dinheiro, tudo era possível. Mas,  é tudo mostrado sem cair num exagero não credível. E, não deixa também de ter algum drama, pois a história da rainha não é propriamente feliz já que perdeu no total de 17 filhos.

O filme conta com a interpretação de encher o olho de três actrizes de três personagens femininas carismáticas. Olivia Colman dá imagem á Rainha Ana, uma mulher sofrida, algo solitária, que não é levada a sério por quem a rodeia, mas que também percebe que consegue reinar sem Sarah e que ela é que pode tudo. A Duquesa Sarah é interpretada por Rachel Weisz, que demonstra a sua carisma, resiliência e um carácter vincado. Emma Stone interpreta Abigail, uma personagem algo misteriosa, mas também determinada e ambiciosa.

O filme conta também com excelentes departamentos de design de produção, figurinos e cabelo e maquilhagem que ajudaram ao enquadramento da época na altura.

“The Favourite” é um filme de época estilizado, ao qual não se interliga de imediato o género comédia. Contudo, deu um bom resultado ao dar origem a um filme histórico com um sentido de humor muito característico, com um bom argumento e magníficas interpretações por parte do elenco.

Classificação- 4, 5 em 5 estrelas