“Game of Thrones” 8×01

 

Artigo GOT - S8E1

Reencontros e o confronto com o passado

O momento tão esperado chegou, a estreia da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. Fã que é verdadeiro fã, vê a introdução completa e desta valeu bem a pena ver. Uma intro diferente, mais estilizada, na qual seguimos o ponto de vista de invasão pelo Night King. Desde a muralha até Winterfell, passando pelas criptas dos Stark e rumando a Kings Landing, ao trono de ferro.

O episódio começou com um paralelo ao episódio piloto da série, não só em algumas cenas, mas até na banda sonora. Mas, desta vez não eram o rei Robert e a rainha Cersei a chegar, mas sim a rainha Daenerys Targaryen com o seu exército de unsullied e dothraki. Acompanhados de mais dois dragões. O povo nortenho olha a rainha com desconfiança, mas não só o povo. Apesar da chegada de Jon ser esperada pela família e ex-súbditos, já a chegada de Daenerys foi encarada com frieza pelos mesmos.

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Lyanna Mormont, Sansa, mais tarde Samwell, e outros súbditos questionam Jon sobre o porquê dele abdicar da sua coroa, chegando mesmo Sansa a questioná-lo se o tinha feito pelo povo ou por amor, também Arya mostrou-se do lado desta quando questionada por Jon. Por seu lado, sente-se que Daenerys mantém uma ligação muito forte com Jon. Contudo, a sua arrogância pode ser a sua queda. Até faz uma pequena ameaça a Sansa. E, quando revela a Samwell que assassinou a sua família, não se sente grande emoção, nem qualquer ponta de remorsos por parte dela.

Este episódio foi recheado de reencontros: Bran e Jon, Jon e Samwell… Só faltou mesmo um reencontro entre Jon e Ghost. Mas, Arya protagonizou os mais emotivos. O seu reencontro com Jon foi tudo que se esperava, um reencontro de duas pessoas que se amavam profundamente e que sentiam saudades. Contudo, Arya reforçou a sua posição de apoio à irmã e à família e disse a Jon para não esquecer a família. Arya também se reencontrou com Sandor Clegane e Gendry. Esse foi um momento que será importante para o desenvolvimento da narrativa. Arya apresenta a Grendry um protótipo de uma nova arma. Será que vai utilizá-la contra os white walkers? Outro reencontro interessante foi entre Sansa e Tyrion. Sansa questionou-o se ele realmente acreditava que Cersei iria enviar as suas forças para Norte.

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Bran Stark passou o episódio a olhar as pessoas de forma pensativa: desde Daenerys, a Tyrion… Será que estava a ver algo no seu futuro? Já no final do episódio, Bran ficou à espera de um “velho amigo” dizia ele, que pensamos tratar-se de Jaime Lannister, que quando o viu pareceu que tinha visto um morto.

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Em King’s Landing, assistimos à chegada dos mercenários da Golden Company. E, não há elefantes, infelizmente para Cersei. Já Cersei sucumbe ao pedido de Euron, mas sente-se nela uma repulsa por ele. Fez aquilo porque necessita ainda dele. Cersei sente-se encurralada na própria situação que maquinou. Por outro lado, incumbe Bronn de matar os seus dois irmãos, Jaime e Tyrion, e com a besta que foi usada para matar Tywin. Outro ponto interessante que nos saltou à vista foi quando Qyburn disse que Cersei teria outros planos para Daenerys. Que outros planos poderá ter Cersei para Dany? Já enquanto Euron estava ocupado com Cersei, Theon Geyjoy fez jus à promessa e salvou Yara. Yara irá tentar reaver o seu trono, pois Euron anda por King’s Landing. Já Theon rumará para Winterfell para ajudar a família adoptiva a combater os white walkers.

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Outro dos momentos fortes do episódio foi a descoberta da verdadeira parentalidade de Jon Snow. O público já sabia, mas o protagonista ainda não. Confrontado por Bran, o Corvo de Três Olhos, Sam compreende que é o momento certo de contar a verdade da sua última descoberta. Pondo em causa a justiça da nova rainha, Sam explica ao seu amigo quem são os seus verdadeiros pais. Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen casaram em segredo e juntos tiveram um filho. Ned Stark jurou proteger o sobrinho, que o considerou como filho. Mediante esta informação, Jon Snow, recusou pensar no que tal implicava. Seria verdade e justo declarar-se ao trono? Ou tal tornaria-o num traidor? A decisão será apenas de Jon, mas o amor que pairava no ar, será fortemente abalado para os recém-amantes. Apesar de momentos antes percebermos o estado da situação do romance de Daenerys e Jon. Não foi só uma noite fugaz, a relação evoluiu. Para mostrar a sua confiança, Dany aprovou a experiência de Jon voar pela primeira vez em cima de um dragão. Um momento interessante a CGI que provou que esta não é uma série qualquer. Os seus efeitos especiais assemelham-se a uma proeza cinematográfica. Juntos refugiaram-se num local seguro, e até ponderam esconder-se por ali durante alguns tempos, no lugar só deles. Mesmo com o olhar atento e desconfiado dos dragões que causou algum desconforto a Jon.

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Num dos melhores momentos do episódio, quase a lembrar mais uma cena de uma série de terror, a Patrulha da Noite e Tormund e Beric Dendarion, encontram-se no castelo do pequeno Lord Umber. Mas quando lá chegam, estava deserto, encontrando o pequeno Ned Umber morto, num cenário grotesco com a assinatura do Night King.

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“Winterfell” o título do primeiro episódio da oitava temporada, conseguiu um excelente arranque. Momentos marcados por reencontros, novas decisões e ameaças cada vez mais próximas. Este foi um episódio que nos fez pensar sobre qual será o destino de cada uma das personagens, já que os peões do tabuleiro estão a avançar no jogo do poder.

O blogues Beautiful Dreams, More Than Entertainment e Tagarela Geek vão todas as semanas esmiuçar cada episódio da temporada final de “Guerra dos Tronos”, por isso acompanhem–nos nesta aventura.

 

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“Stan & Ollie” 2018

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Biografia, Comédia, Drama

Realização: Jon S. Baird

Argumento: Jeff Pope, A. J. Marriot

Elenco: Steve Coogan, John C. Reilly, Shirley Henderson…

Laurel e Hardy, os comediantes mais famosos do mundo, tentam reacender as sua carreiras cinematográficas mas embarcam no que se irá tornar o seu canto de cisne, uma tournée teatral na Grã- Bretanha do pós-guerra.

No início do séc.XX, Stan Laurel e Oliver Hardy faziam sucesso no cinema americano mudo e sonoro. Que os tornaram nos dos comediantes mais famosos do cinema. Aqui em Portugal, eram conhecidos por Bucha e Estica. Ora, o início do filme foca-se nesse tempo áureo da dupla que era imprescindível para o sucesso do estúdio.  Contudo, 16 anos depois esses tempos já vão longe. Os gostos do público mudaram e já não se deixam encantar tanto pelas piadas físicas e fáceis deste tipo de comédia. Enquanto isso, outros comediantes mais novos aparecem.

Numa tentativa de reavivar a carreira e conseguir fazer mais um filme, a dupla de comediantes faz uma digressão de espetáculos pela Inglaterra. Começa fraquinha, mas vai ganhando gás quando a dupla se propõe a aparecer em eventos.

O argumento é algo irregular. No início do filme, é dada pouca atenção á verdadeira importância da dupla de comediantes no cinema. Depois, percebemos que houve um conflito entre os dois, mas não se percebe muito bem o porquê da separação, e se no salto temporal eles fizeram mais filmes juntos, ou se estiveram cada um para o seu lado. Já no presente, o argumento conseguiu transmitir melhor os acontecimentos. O argumento também tomou algumas liberdades em relação ao que realmente aconteceu. Por exemplo, Stan e Ollie actuaram quase sempre em casas cheias, não houve nenhuma zanga entre ambos que ameaçasse a continuidade da digressão, e a crise cardíaca de Ollie deu-se após um espetáculo e não em público. Contudo, o filme mostrou a relação de amizade entre os dois de uma forma bonita e simbiótica. E, conseguiu misturar a comédia e o drama.

A realização e design de produção conseguiu reproduzir a Inglaterra do pós guerra de forma fidedigna.

Contudo, o melhor do filme reside no elenco e nas interpretações de Steve Coogan e John C. Reilly. Apesar de não serem muito parecidos com quem interpretaram, a subtileza com que interpretaram as mesmas resultou. A sua química e cumplicidade foram evidentes.

“Stan & Ollie” é um filme que cativa qualquer amante do cinema com esta história por detrás das câmaras de “Bucha e Estica” que cativa principalmente pela interpretação do seus protagonistas.  Contudo, o argumento deixou algo a desejar.

Classificação- 3, 5 em 4 estrelas

 

“The Walking Dead” season 9

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O início da 9ª temporada de “The Walking Dead” começou com grande alvoroço, pois já se sabia que o actor Andrew Lincoln iria sair da série, tal como se sabia que Lauren Cohan só iria aparecer na primeira metade da série. Mas, faltava saber de que forma a saída dos actores iria afetar a história. Sinceramente, depois da morte de Carl Grimes, saber que Rick Grimes também iria saltar fora da história foi um choque.

No inicio da temporada, as comunidades Alexandia, Hilltop, Oceanside, Kindgom e o Santuário tentaram trabalhar em conjunto. O Santuário era a comunidade que mais passava por dificuldades, e alguns membros de outras comunidades não gostavam muito de ajudar. Ainda existiam muitos ressentimentos entre todos. Enquanto que Rick era tratado por herói por muitos por ter afastado Negan, alguns dos saviors fugiram e queriam Negan de volta. Uma paz algo frágil pairava no seio das comunidades. Já Negan, continuava preso e Rick de vez em quando lá o visitava para uma conversa de líder, para ex-líder. Já em Negan notava-se um certo cansaço psicológico. Mas, mesmo no seio do grupo de sobreviventes, nem todos concordavam com Rick. Maggie e Daryl não gostavam da ideia de Negan ter sido poupado, e de ajudarem o Santuário. Contudo, Rick acreditava na construção de um futuro melhor, na entre ajuda, em segundas oportunidades. Começava-se a falar na redação de leis comuns para todas as comunidades, de forma a aproximarem-se de um sistema político parecido ao de antigamente. Rick juntou as comunidades num objetivo comum: a reconstrução de uma ponte que iria ser importante na ligação entre as comunidades. Mas, tudo começou a correr mal quando um savior apareceu morto, e eles foram dispensados da construção. Nessa altura, Rick saiu da história. Numa tentativa de salvar as comunidades de um conjunto de walkers, ele explodiu a ponte, pondo em risco a sua própria vida.

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A tensão existente entre as comunidades foi bastante interessante, pois não seria realista se a partir daí fosse tudo perfeito. Nós próprios pensamos, se todos mereciam essa segunda oportunidade. O que é certo é que ninguém confiava totalmente nos salvadores.  Rick , sendo o líder que era, tentou sarar as feridas, o que era muito dele, mas também se sentia nele a pressão. Rick era um líder inspirador e sacrificou-se por um bem melhor. Bem, quem viu sabe que Rick não morreu mesmo, foi antes salvo e levado por Jadis num helicóptero para parte incerta. A história de Rick vai continuar em filme, sim em filme. Não gosto muito da ideia, para mim se existe uma história para ser contada, teria de ser na série juntamente com as outras personagens. E, Rick era uma personagem imprescindível na série e na história.

Houve um pequeno salto temporal, e notava-se que estava tudo diferente. Se se pensava que a morte de Rick iria aproximar as comunidades, isso não aconteceu, as comunidades estavam isoladas e afastadas umas das outras. Em Alexandria, encontramos Michonne, Judith, e R.J. (filho de Rick e Michonne); Gabriel, Rosita e Eugene. Em Hilltop, Maggie afastou-se e foi para outra comunidade, deixando Jesus como líder, com Tara como braço direito. No Reino, Carol estava feliz numa relação com Ezekiel, e juntos criaram o pequeno Henry. Daryl afastou-se de todos e vivia sozinho, ainda na procura de Rick. Existia mais cuidado no acolhimento de novas pessoas, contudo também percebemos que antigos saviors conseguiram a sua segunda oportunidade e eram de confiança. Aparecem novas personagens que acho que foram uma boa adição ao grupo de sobreviventes.

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Num dos melhores episódios da temporada “Evolution”, numa ode ao género de terror, uma nova ameaça mostrou-se, os whisperers. Matam Jesus e os sobreviventes ficam confusos com este novo grupo, pois como seria possível seres humanos viverem no meio dos zombies? Depois, num novo encontro, Lydia, uma adolescente que pertence aos whisperers, é capturada pelos sobreviventes. Gostei da dúvida incitada quando a conhecemos, mas afinal ela era apenas uma miúda que sofria de maus tratos da própria mãe. O conflito escalou com a morte de Jesus, e com a recusa de Daryl entregar Lydia. Daryl compreendia-a e ajudou-a. O episódio “The Calm Before” também foi dos melhores, pela positividade e esperança que inspirou no inicio, e pelo puxar do tecido no final.

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Rick Grimes era das minhas personagens favoritas, e mesmo agora a série sem Rick Grimes não é a mesma, e parece que lhe falta algo. Mas, com Rick fora de plano, Daryl teve agora mais diálogo e presença, e desempenhou um papel mais central nas decisões, acho que foi das poucas coisas positivas que vieram da saída de Rick. Apesar de Negan ter aparecido pouco, as vezes que apareceu valeram bem. Gostei da relação que Negan tem com Judith , uma relação que também está  afetar e a mudar Negan. Espero que Negan tenha uma presença maior na próxima temporada. E Judith? Tão carismática, e tão Grimes. Os novos antagonistas, Whisperers, são um grupo bastante interessante, e bastante agressivos, diferentes. A líder, Alpha, é intimidante e fria, e Beta é um bom braço direito. E, Beta protagonizou uma boa cena de luta com Daryl.

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Um dos pontos mais negativos foi a história das cicatrizes de Daryl e Michonne. Apesar de ter dado uma explicação para o facto de Alexandria se ter fechado ao exterior, foi dado demasiada relevância a esse mistério, que acabou por ser aborrecido. Houve episódios algo parados, e a season finale não foi nada de especial. Outro ponto negativo é que algumas das antigas personagens estão a sair da história, que deixam um certo de vazio. Não temos a mesma ligação com estas novas personagens do que temos com as antigas, como Daryl, Carol e Michonne. E já se sabe que a próxima temporada será a ultima de Danai Gurrira. O que pode significar que seja a última de Judith Grimes também.

Certo é que na próxima temporada, as comunidades terão de batalhar os whisperers, uma ameaça ainda presente. Esperemos que continue a melhorar, apesar da saída de Rick e Michonne, no futuro.