Novidades frescas da Comic Con San Diego…

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A Comic Con em San Diego ainda não acabou, mas já saiu conteúdo suficiente para se fazer um post. Desde estreias em tv de novas séries, a novas temporadas ou estreias de cinema , há um pouco de tudo. Estou curiosa para ver a Batwoman na tv, a nova temporada de Young Justice, a maneira de como Rick Grimes sairá da série “The Walking Dead”, e gostei bastante do trailer do filme “Shazam”.

TV

CW’S HEROES AND VILLAINS CROSSOVER

“DOCTOR WHO” SEASON 11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“FEAR THE WALKING DEADS” SEASON 4B

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“MARVEL’S IRON FIST” season 2

 

 

 

 

 

 

 

“MAYANS M.C.” season 1

 

 

“STAR TREK: DISCOVERY” SEASON 2

“THE WALKING DEAD” SEASON 9

“YOUNG JUSTICE OUTSIDERS”

 

 

“STAR WARS: THE CLONE WARS”

 

CINEMA

“AQUAMAN”

“FANTASTIC BEASTS: THE CRIMES OF GRINDELWALD”

“GLASS”

“GODZILLA: KING OF MONSTERS”

“SHAZAM!”

 

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“Genius” season 2

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A 1ª temporada da série “Genius” focou-se no cientista Albert Einstein e foi bem recebida pela crítica e pelo público, recebendo mesmo nomeações a alguns prémios, entre eles, a nomeação de Geoffrey Rush pela sua interpretação de Einstein.

Esta 2ª temporada conta-nos a história do pintor Pablo Picasso. Filho de um pintor e professor, Pablo Picasso nasceu para a pintura. Co-criador do Cubismo e autor de famosas obras, como Guernica e Les Demoiselles d’Avignon, foi um dos artistas mais influentes do século XX.

A série continua a habituar-nos à sua boa qualidade na realização e na produção. A fotografia enche-se, nesta temporada, com as cores vibrantes e coloridas das tintas de Picasso. E, sentimos um ambiente inquieto e energético, que deriva da personalidade e herança de Picasso.

O argumento dá-nos a conhecer a pessoa por detrás do artista. Inquieto, egocêntrico, criativo… Percebemos, que desde cedo, mostrou apetência para a pintura. Mas, nunca estagnou e sempre evoluiu desafiando-se a si próprio. O objetivo era criar algo original e diferente. Inspirava-se em vários aspetos da vida, desde a cultura espanhola, à mortalidade, ao amor… Conhecemos a sua família e o seu círculo de amigos, que incluía artistas como Braque e Matisse. Durante a 2ª Guerra Mundial, foi perseguido, mas resistiu e viveu na Paris nazista. Tal como se insurgiu contra a ditadura franquista, e durante esse período não voltou a Espanha. Por isso, foi-lhe pedido algumas vezes que interviesse, que manifestasse a sua opinião contra os regimes totalitários que limitavam a liberdade individual. E, assim nasceu a obra Guernica. O único defeito neste argumento é que, por vezes, perde demasiado tempo com as pessoas em volta de Picasso. Mas, no geral, é bem escrito e imprime um bom ritmo na série.

A interpretação de Picasso foi divida maioritariamente por Alex Rich e Antonio Banderas, uma interpretação forte e competente. Mas, existem outros do elenco que saltam á vista como Clémence Poésy ou T. R. Knight. Já Samantha Colley, não que não a sua interpretação tenha sido má, mas ela também foi um interesse amoroso de Einstein na 1ª temporada, então foi um pouco estranho e por vezes não conseguia ver a Dora, só a Mileva. A melhor escolha teria sido escolher uma outra atriz para este papel.

A banda sonora, por Hanz Zimmer e Lorne Balfe, é inspirada também na herança ibérica de Picasso.

Em suma, a 2ª temporada da série “Genius” é de boa qualidade e é sempre interessante conhecer melhor a vida destes artistas, que vai para além da sua arte.

O filme que todos precisávamos…”The Dark Knight”

Hoje comemora-se o 10º aniversário do filme “The Dark Knight”. Realizado por Christopher Nolan, este é o segundo filme da trilogia dedicado ao herói Batman. Se achamos que o primeiro filme tinha sido bom, com uma interpretação sólida de Christian Bale como Bruce Wayne/Batman (na minha opinião, a melhor interpretação de Batman no cinema)e com um argumento equilibrado entre bd/e mundo real, este segundo filme superou todas as expectativas.

Desde o argumento, à banda sonora por Hans Zimmer, a edição, a realização, a fotografia o elenco… É difícil encontrar um defeito neste filme. Até mesmo quando todos duvidavam da escolha de Heath Ledger para papel de Joker,  Nolan e o ator provaram o contrário. A interpretação de Heath Ledger é assombrosa.E, valeu-lhe mesmo um óscar da academia.

“The Dark Knight” é uma obra-prima que transcende o género do filme típico de banda desenhada. E, é, na minha opinião, o melhor filme adaptado de uma banda desenhada, e um dos melhores filmes de sempre.

 

“Marvel’s Luke Cage” season 2

Luke Cage Season 2 Netflix

No ano passado, a 1ª temporada de “Luke Cage” surpreendeu-me pela positiva, desde a história à realização. E, esta 2ª temporada não ficou atrás.

Depois dos eventos de “The Defenders”, voltamos a encontrar Luke em Harlem. Agora rotulado de “Herói de Harlem”, ele é reconhecido nas ruas do bairro onde mora (e não só), e tenta a todo o custo proteger a sua comunidade. Contudo, esse reconhecimento traz-lhe uma responsabilidade diferente e outro tipo de pressão. Agora todos sabem a quem recorrer quando estão em apuros, ou quando procuram um adversário á altura. Para além disso, Luke continua a debater-se com o seu passado, e terá de emendar a sua relação com o pai, que não é das melhores. Para além disso, ele sente-se frustrado por ainda ter de lidar com Mariah Stokes e Shades.

Já Mariah quer vender o negócio ilegal e, emendar, de uma certa maneira, os erros do passado da sua família. Juntamente com Shades, procura uma saída do mundo do crime, e uma nova oportunidade. Contudo, ela vai-se apercebendo que não consegue ser apenas uma Dillard, é uma Stokes. Cornell é mencionado várias vezes, tal como a avó. Mariah odeia e ama a família, ao mesmo tempo, preza o seu legado (o que fizeram de bom na comunidade), e odeia-os pelos erros que cometeram. Também conhecemos a filha de Mariah, uma personagem que me passou um pouco ao lado. A dinâmica entre Shades e Mariah vai mudando ao longo da temporada, e conhecemos um pouco mais de Shades. A um certo ponto, Shades começa a questionar a conduta de Mariah.

Mas, o vilão destacado é Bushmaster. Gostei bastante deste vilão, credível e carismático. E, deram-lhe um passado que o moldou naquilo que ele é. Alguém que valoriza a família, a sua comunidade e a sua herança. Só achei um pouco estranha a maneira de como ele obtém os poderes, mas percebo a intenção.

Misty Knight também tem um arco interessante, pois tem de aprender a viver com o ferimento, mas isso não lhe tirou o foco ou a desmoralizou. Não é preciso ter-se poderes para se ser um herói ou para se fazer a diferença.

Também tenho de destacar o cameo de Danny Rand. Gostei mais de o ver agora, mais sereno e empático. E, gostei de ver a amizade que ele e Luke têm, neste momento. Aliás, Danny refere-lhe que ele não está sozinho nesta viagem de se ser um herói. Será que, futuramente, iremos usufruir de um novo spin-off com Luke e Danny, “Heroes for Hire”?

Nesta temporada, temos mais ação e de boa qualidade, e destaco as cenas de Luke e Bushmaster.

Mas, o argumento não é perfeito. Para além de sofrer do mesmo mal de outras séries Marvel/Netflix (pois tem episódios a mais, ou episódios muito longos), houve algumas personagens que tomaram decisões algo estranhas tendo em conta o que já conhecemos delas. Como por exemplo, Claire Temple, que nada fez nesta temporada e desistiu bastante depressa da relação com Luke.

A realização foi repartida por vários realizadores, começando logo pela atriz Lucy Liu. No geral, a série foi bem realizada e respeitou o estilo de “Luke Cage”.

O elenco dá-nos boas interpretações. Desde o protagonista, Mike Colter, ao novo vilão, Mustafa Shakir, que toma conta do ecrã quando aparece.

A banda sonora é espetacular, contendo sons do jazz, hip hop, reggae… E, serve de contexto para a história da série. E, as atuações de artistas, como Gary Clark Jr, no clube são qualquer coisa.

O final da temporada deixa tudo em aberto para o futuro. Já não existe um criminoso no comando em Harlem, mas Luke, a partir do Harlem’s Paradise, tenta manter a paz. E, outras personagens poderão voltar para recuperar o trono de Harlem.

Em suma, a 2ª temporade de “Luke Cage” revela-se um bom drama com crime á mistura, e continua a ser uma aposta segura da parceria Marvel/Netflix.